4 de maio de 2018

Temas em Análise nº 171: Em março, indústria cai por efeito calendário

Em março, de acordo com o IBGE, a atividade industrial caiu 0,1% sobre fevereiro,
surpreendendo os analistas de mercado que esperavam leve crescimento (0,6%). Em relação ao
mesmo mês de 2017, a alta foi de 1,3%, também menor que o esperado. Esses resultados
inferiores às expectativas dos analistas de mercado se explicam fundamentalmente pelos dois
dias úteis a menos em relação ao ano passado (ver tabela abaixo). De todo modo, o setor
mantém a tendência de recuperação, aumentando 3,1% no primeiro trimestre e 2,9% no
acumulado dos últimos 12 meses.

 

 

Na comparação com março de 2017, duas categorias registraram expansão: bens de
consumo duráveis e de capital. No primeiro caso, o destaque foi a produção de veículos, e de
artigos de informática e eletroeletrônicos, com grande elevação da chamada “linha marrom”
(televisores, aparelhos de som e similares), influenciado positivamente pela proximidade da
Copa do Mundo. Já no segundo caso, as maiores contribuições estiveram associadas aos
equipamentos destinados ao transporte e construção.

Em síntese, o dado de março surpreendeu negativamente, mas é explicado pelo “efeito
calendário”, mantendo-se a tendência de recuperação da indústria. De qualquer forma, a
retomada do setor tem sido lenta e desigual, e poderá ser intensificada com uma nova redução
da taxa básica de juros.