13 de novembro de 2017

Mais brasileiros irão gastar 1ª parcela do 13º salário com viagens e presentes. E caiu o nº de paulistas que conhecem alguém que perdeu o emprego

O percentual de brasileiros que pretende gastar a primeira parcela do 13º salário com presentes de fim de ano subiu de 5% para 8,6% entre o ano passado e este, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo. Já a quantidade de consumidores que planejam viajar com o dinheiro extra saltou de 2,5% para 8,6% no mesmo período.

“Tudo leva a crer que teremos um Natal muito bom e o saco do Papai Noel vai estar mais cheio. As vendas não chegarão próximas às de 2014, último Natal que a gente era feliz, mas poderemos recuperar as perdas do ano passado, se o varejo tiver bom desempenho”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Ele reforça, contudo, que somente em 2020, na melhor das previsões, o varejo chegará ao nível de 2014.

Em dezembro daquele ano, o Índice Nacional de Confiança (INC) da ACSP/Ipsos registrava otimismo de 148 pontos. No indicador mais recente deste ano, referente a outubro, a confiança do brasileiro, segundo o INC, foi de 73 pontos, nível no campo do pessimismo.

Na avaliação de Burti, as TVs têm tudo para ser o destaque das vendas de fim de ano em função do fim do padrão analógico e pela proximidade da Copa do Mundo.

Apesar do aumento na vontade de consumir, a pesquisa mostra que dois terços dos brasileiros ainda vão usar o dinheiro do 13º para pagar dívidas ou poupar (42,9% e 22,9%, respectivamente); praticamente os mesmos níveis do ano passado.

O levantamento ainda indica que os indecisos caíram de 22,5% para 17,1%, o que reforça a tendência de maior consumo nos próximos meses.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos com 1.200 pessoas em todas as regiões do Brasil entre os dias 1º e 15 de outubro.

MENOS PESSOAS CONHECIDAS DESEMPREGADAS

Um estudo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela que, em outubro, cada consumidor paulista disse conhecer, em média, 6,81 pessoas que perderam o emprego nos últimos seis meses. Em setembro essa média era de 7,65. Os dados – do Índice de Confiança de São Paulo (IC-SP) – evidenciam a melhora nos indicadores de emprego, renda e massa salarial, observados desde o início do ano.

“É uma queda significativa e que está alinhada com os números de desemprego divulgados pelo IBGE. A confiança do Estado estava muito baixa e, certamente, a melhora no emprego é um elemento que contribui na percepção mais positiva do consumidor”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

VEJA AQUI A PESQUISA NA ÍNTEGRA

O IC-SP aponta que a confiança do consumidor paulista subiu de 60 para 68 pontos entre setembro e outubro. É o segundo maior patamar deste ano, atrás apenas do registrado em janeiro (70). Apesar de ser uma elevação grande, São Paulo apenas sobe para o mesmo patamar da região Sudeste (68), o que deixa claro como o Estado sentia, de maneira mais aguda que os outros, os efeitos da recessão econômica.

“No Índice Nacional de Confiança (INC) vimos uma melhora significativa no confiança das classes A/B. Como essas classes têm um peso maior em São Paulo, isso explica a alta de oito pontos em outubro”, analisa Burti.  Ainda de acordo com ele, por não necessitarem muito de um aparato de crédito, esses consumidores de alta renda se dispõem a comprar mais facilmente produtos de maior valor, o que pode beneficiar o comércio varejista.

Tanto o IC-SP quanto o INC variam entre zero e 200 pontos; o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, o do otimismo. A margem de erro é de três pontos. As entrevistas foram realizadas entre os dias 1º e 15 de outubro.

METODOLOGIA

O Índice de Confiança de São Paulo é elaborado pelo Instituto Ipsos a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, com base em amostra probabilística e representativa da população de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança da população quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção da população quanto à economia, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado.