Apesar de ter a 5ª maior população do planeta e estar entre as grandes economias mundiais, o Brasil ainda tem uma participação muito pequena no mercado internacional. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2017 o país caiu da 25ª para a 26ª posição entre os maiores exportadores do mundo. Entre os importadores, alcançamos o 29° lugar.

Quando o assunto é internacionalização de empresas, uma soma de fatores impede que o Brasil alcance protagonismo. Guilherme Fedozzi, gerente de Comércio Exterior da Associação Comercial de São Paulo, explica que, ao longo dos anos, o número de organizações brasileiras que fazem negócios com outros países varia muito pouco.

A falta de conhecimento de oportunidades é uma realidade de muitos empresários e representa uma barreira para a internacionalização. Quando o empreendedor não tem informações suficientes sobre as possibilidades de crescimento que outros mercados podem trazer à sua empresa, fica limitado ao nacional. “Infelizmente, muitas empresas acreditam que [fazer comércio internacional] só é uma oportunidade interessante quando o mercado brasileiro está desaquecido, há incentivos governamentais ou o câmbio está favorável, e por isso querem fazer negócios só nesses momentos. Mas os empreendedores estrangeiros valorizam muito a confiança, querem relacionamentos comerciais sólidos, parcerias para longos anos”, afirma Fedozzi. “As empresas precisam entender que quanto mais negócios internacionais elas fazem, mais chances têm de crescer e gerar empregos. Por isso, inclusive, acredito na internacionalização como um fator fundamental para a saída de qualquer crise econômica”, ele defende.

É fato que vender para o mercado externo pode ser um grande passo e uma excelente oportunidade de crescimento para micro e pequenas empresas. Mas o que é necessário para começar? Destacamos alguns pontos importantes. Veja:

Ofereça um produto diferenciado

Normalmente, as micro e pequenas empresas têm capacidade produtiva limitada, portanto, não têm volume de venda para concorrer no mercado externo. Por isso, para conquistar espaço em outros países, a mercadoria precisa se destacar pela inovação, seja no produto, embalagem, processo produtivo ou outra característica.

Pense em cada detalhe

Com uma mercadoria diferenciada e atrativa para o mercado internacional, a empresa precisa de organização e planejamento para dar início às exportações. O primeiro passo é ter controle da produção. Observe o quanto a sua empresa produz e a quantidade que consegue exportar.

Depois, também precisam ser avaliadas questões como logística de exportação, formação do preço de venda e – muito importante – o idioma do país de destino. O desconhecimento da língua costuma ser um obstáculo nas negociações e pode gerar grandes problemas. Se você ainda não tem domínio de outro idioma, uma dica é priorizar negócios com países de língua portuguesa, como Portugal, Angola e Cabo Verde, que podem ter grandes oportunidades para a sua empresa.

Outra questão que merece muita atenção é a formação de preço para o mercado externo, que é bem diferente dos valores praticados por aqui. O empresário não pode se esquecer de considerar a mão de obra envolvida nos processos logísticos que já mencionamos e os tributos que fazem parte da comercialização – como taxa portuária e seguro de mercadoria. Aliás, os tributos devem ser levados em conta não apenas para decidir o preço de venda, mas, também, a viabilidade do negócio. Em alguns casos, o produto chega muito caro lá fora e deixa de ser competitivo.

Conheça o público

Além das questões burocráticas, o empresário deve estudar o cliente antes de exportar. Aliás, conhecer a cultura do país de destino é o mais importante. Lembre-se que cada população tem diferentes hábitos, crenças e preferências, e o que é valorizado pelos brasileiros pode não ter muita importância para os chineses, por exemplo, e vice-versa.

Fique atento às certificações

Em alguns países, determinadas mercadorias precisam de selos de qualidade para serem importadas. As exigências são muito comuns para comercialização de alimentos, por exemplo. Conhecer as normas vigentes no exterior é um dos primeiros e mais importantes pontos para promover negócios internacionais.

Participe de eventos e atividades

Para conhecer importadores e fortalecer a rede de relacionamento, ir a feiras e eventos internacionais que reúnem empresários estrangeiros é muito interessante. A Associação Comercial de São Paulo, por meio da São Paulo Chamber of Commerce, promove seminários, workshops, rodadas de negócios e até viagens internacionais para auxiliar o empreendedor a conhecer outros mercados; além de atividades para capacitar o pequeno empresário que deseja iniciar o processo de exportação. Quer saber mais e ficar por dentro de todas as ações? Clique aqui!

 

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Por ACSP