30 de maio de 2018

Terceirização é um bom negócio

Foto: Lívio Giosa - Foi o responsável por inserir a Terceirização no Brasil 
 
A Distrital Norte da Associação Comercial de São Paulo recebeu Lívio Giosa, presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), na quinta-feira (24/05), para falar sobre Terceirização. Giosa é o maior especialista do assunto no país, inclusive foi o responsável por inserir o tema no Brasil.
 
O perito esclareceu que a terceirização é um instrumento de gestão que pode se implementada por organizações públicas e privadas. "Trata-se de um processo estratégico pelo qual podem ser repassadas determinadas atividades para terceiros, com os quais se estabelece uma relação de parceria, podendo ficar ou não a empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua", disse Giosa. 
 
Foto: José Maria Chapina Alcazar, Luis Carlos Ferreira Eiras, João Bico de Souza, Lívio Giosa e Amir Massis
 
 
O setor de serviços é o que mais emprega no Brasil. Representa 78% do PIB nacional e 73% do Produto Interno Bruto, de São Paulo. São argumentos para implantação da terceirização: qualidade, preço, prazo e inovações tecnológicas. Já os recursos necessários são: metodologia, uso de materiais diversos, aporte de equipamentos e tecnologia, recursos financeiros e capital humano. "Cada caso é um caso e deve ser muito bem analisado pelo empresário, antes de implementar a terceirização", ponderou. 
 
Giosa afirmou que enquanto no âmbito privado se privilegia a qualidade dos serviços, na contratação pública impera o menor preço. "Nem sempre o menor preço é um bom negócio. Às vezes o governo contrata uma empresa com serviços bem baratos. Ela tem pouca estrutura e não realiza um bom trabalho. Aí o governo deixa de pagar um mês, dois meses, três  meses. Essa empresa acaba falindo, demite seus funcionários e o poder público precisa efetuar nova contratação". 
 
Foto: O público acompanhou atentamente a palestra 
 
 
O consultor afirmou que o Brasil é o único país que possui uma lei especifica para tratar desse assunto e que o grande entrave da terceirização é a lei trabalhista. "Não há limites para a terceirização. A recente Lei nº 13.429/2017 deu segurança jurídica ao processo, inclusive impactou favoravelmente aos trabalhadores do setor. Assegurou direitos e até expandiu, como foi na questão do trabalho intermitente e teletrabalho", explicou. 
 
Para os empresários que trabalham com terceirização no âmbito público, a contratação via pregão eletrônico e o modelo pela Lei 8.666 tem sido um desafio. Essa lei foi bastante modificada desde sua edição, sem falar nos inúmeros dispositivos que fazem referência a outros instrumentos, o que faz dessa norma algo quase  incompreensível.
 
Foto: Livio Giosa foi homenageado pela ACSP-Distrital Norte
 
O especialista ressaltou que a modernização dos métodos de gestão é um desafio para atingir maior competitividade e retomar o desenvolvimento econômico e social. "A terceirização é uma prática consagrada e definida como modelo e instrumento de aperfeiçoamento dos métodos administrativos nas organizações", finalizou. 
 
O encontro foi presidido por João Bico de Souza, vice-presidente da FACESP e ACSP e Luis Carlos Ferreira Eiras, diretor-superintendente. Prestigiaram o encontro o vice-presidente da ACSP, José Maria Chapina Alcazar e o coordenador adjunto da Distrital Norte, Amir Massis. O diretor vice-superintendente Antonio Carlos Stefano realizou os trabalhos de mestre de cerimônia.