São Paulo, 13 de março de 2026 - O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP), elaborado para o Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP) pela PiniOn, alcançou, em fevereiro, 101 pontos, mostrando altas de 2,0%, em relação a janeiro, e de 3,1%, na comparação com o mesmo mês de 2025. O ICCP, por primeira vez desde dezembro de 2024, volta ao patamar otimista (acima de 100 pontos).
No recorte de classes socioeconômicas, o ICCP continuou apresentando resultados heterogêneos, com aumento de confiança para as famílias da classe C e DE e redução para aquelas pertencentes à classe AB. Em termos de gênero, a melhora da confiança se seguiu concentrada nos entrevistados do sexo masculino, enquanto para aqueles pertencentes ao sexo feminino, continuou havendo estabilidade.
Melhorou a percepção das famílias em relação à sua situação financeira atual, e também houve melhora, menos acentuada, das expectativas futuras de renda e emprego. A percepção de segurança no emprego continuou se mantendo estável em relação ao mês passado.
Esse aumento generalizado da confiança se traduziu em maior propensão a comprar itens de maior valor, tais como carro e casa, e bens duráveis, tais como geladeira e fogão, além de aumentar a disposição a investir para o futuro.
Cidade de São Paulo
Por sua vez, o Índice de Confiança do Consumidor da Cidade de São Paulo (ICCSP) alcançou 94 pontos, em fevereiro, apresentando aumentos de 1,1%, em relação a janeiro, e de 5,6%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar do aumento mensal, o ICCSP ainda se mantém no campo pessimista (abaixo de 100 pontos).
Com relação à evolução da confiança dos consumidores da cidade de São Paulo, distribuídos por classes socioeconômicas, os resultados também foram heterogêneos, com aumento para os entrevistados pertencentes à classe C, estabilidade para os classificados na classe DE e queda para aqueles classificados na classe AB. Em termos de gênero, seguiu havendo melhora da confiança para os entrevistados do sexo masculino, e queda para os do feminino.
Similar ao registrado na pesquisa estadual, houve melhora, tanto das percepções em relação à situação atual, como das expectativas futuras de emprego e renda, com maior intensidade no caso dessas últimas, apesar da leve queda da segurança no emprego.
Essa melhora generalizada da confiança levou a maioria dos entrevistados a manifestar mais interesse em comprar itens de maior valor e bens duráveis, além de aumentar a disposição a investir.
Em síntese, em janeiro, o ICCP e o ICCSP mostraram comportamentos similares, com aumentos tanto em relação à leitura passada, como na comparação interanual. Apesar disso, o ICCP voltou ao campo otimista e o ICCSP permanece no patamar pessimista.
O economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa diz que a melhora da confiança dos consumidores paulistas e paulistanos poderia ser explicada pela continuidade de geração de emprego e pelos aumentos de renda, provenientes do mercado de trabalho e das transferências de renda governamentais.
“Durante os próximos meses, os efeitos positivos dos fatores anteriores sobre os níveis de confiança podem ser compensados pelos efeitos negativos exercidos pelo alto grau de endividamento das famílias e pela desaceleração econômica, decorrente do nível elevado dos juros”, completa Ruiz de Gamboa.
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Por ACSP - 13/03/2026