Em maio, ICCP cai para 106 pontos, mas se mantém no patamar positivo

São Paulo, 31 de maio de 2023 - O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP), elaborado para a Associação Comercial de São Paulo pela PiniOn, caiu para 106 pontos em maio, apontando uma redução de 2,7%, em relação a abril, mas com um crescimento de 21,8% na comparação com o mês de maio de 2022. Esta é a segunda redução desde março, embora o índice se encontre ainda no patamar otimista (acima de 100 pontos).

A queda se deve à percepção menos positiva das famílias em relação à sua situação financeira e em relação à manutenção dos empregos. De qualquer forma, as expectativas futuras sobre a economia brasileira continuam positivas, embora sigam perdendo intensidade em relação à leitura anterior.

Mesmo com alguma deterioração da percepção da conjuntura atual e das expectativas futuras, o panorama é mais favorável em relação ao observado em nível nacional, a partir do Índice Nacional de Confiança (INC).

Para o economista do Instituto Gastão Vidigal da ACSP (IEGV/ACSP), Ulisses Ruiz de Gamboa, “apesar do arrefecimento da percepção positiva em termos do presente e do futuro, um sentimento de melhora da situação atual continuou se refletindo na maior disposição em adquirir itens de maior valor, como carro, casa, e bens duráveis, como geladeira e fogão além de investir no futuro”, completa.

O recorte de classes socioeconômicas registrou a diminuição da confiança das famílias residentes no Estado de São Paulo pertencentes à classe AB, e principalmente para aquelas classificadas na classe C, e aumento para as que fazem parte da classe DE.

 

ICCSP

Já Índice de Confiança do Consumidor da Cidade de São Paulo (ICCSP) alcançou 101 pontos em maio, mantendo-se no campo otimista, mas também mostrando redução em relação ao mês anterior (-1,9%). Na comparação com igual mês de 2022, o ICCSP mostrou aumento de 24,7%.

A percepção com relação à situação atual de emprego e renda continuou mostrando melhora relativa, mas, por outro lado, o otimismo em relação ao futuro seguiu perdendo força. Para Ulisses Ruiz de Gamboa, “essa melhora da percepção sobre a situação atual levou a maior parte dos entrevistados a manifestar maior propensão a compras maiores, enquanto a diminuição da confiança no futuro levou à leve redução da propensão a investir”.

A evolução da confiança dos consumidores da cidade de São Paulo, distribuídos por classes socioeconômicas também registrou comportamento heterogêneo. Cresceu entre as famílias pertencentes à classe C, e caiu na classe DE, e na classe AB.

Na avaliação do economista da IEGV/ACSP, os resultados do ICCP e do ICCSP de maio mostraram queda em termos mensais, porém, no caso estadual, com piora relativa das percepções positivas em relação às situações de renda e emprego atuais e futuras, enquanto, o municipal apresentou melhora relativa em termos da percepção de emprego e renda correntes e arrefecimento da confiança em relação ao amanhã.

A evolução relativamente mais favorável da confiança das famílias paulistanas e paulistas, na comparação com o resultado nacional, poderia ser explicada pelo fato de que a geração de empregos formais continua sendo maior na cidade e no Estado de São Paulo.



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Por ACSP