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São Paulo, 24 de janeiro de 2019. O pátio em frente ao Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32 – MMDC, mais conhecido como Obelisco do Ibirapuera, foi o cenário de um evento na manhã da última quarta-feira (23/1) em comemoração ao aniversário de 465 anos da cidade de São Paulo, que serão completados nesta sexta-feira (25/1). O local abriga as cinzas de 713 ex-combatentes, heróis anônimos e personalidades que se destacaram na Revolução Constitucionalista de 1932.

A cerimônia foi organizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), por meio de seu Conselho Cívico e Cultural, em parceria com as seguintes entidades: Associação Eu Amo o Brasil; Sociedade Veteranos de 32 – MMDC; Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; Instituto de Engenharia; Sociedade Amigos da Cidade; Academia Paulista de História (APH).

O Obelisco do Ibirapuera é considerado o maior monumento da cidade, com 72 metros de altura, e foi erguido em homenagem aos paulistas que lutaram na revolução.

Com a presença de cerca de 100 pessoas, entre autoridades civis e militares, o evento foi conduzido pelo presidente da Sociedade Amigos da Cidade, o professor e jornalista J.B. Oliveira. “Este dia vai ficar na história, pois a sociedade paulistana e brasileira fez-se aqui hoje representada, o que simboliza o patriotismo e civismo de SP”, disse Oliveira.

A Associação Eu Amo o Brasil doou 36 bandeiras, sendo 17 do Brasil, 17 do Estado de São Paulo, uma do município e uma dos heróis da Revolução Constitucionalista de 32, que foram hasteadas ao redor do Obelisco como parte da campanha “Embandeirando o Brasil”, que prevê a instalação, em SP, de mais de 200 bandeiras do país nos principais pontos da cidade. O objetivo da entidade é contribuir para a educação, a cidadania e a consciência cívica dos brasileiros.

Momento cívico

Após a abertura da solenidade e da apresentação da Banda da Guarda Civil Metropolitana, o presidente da Associação Eu Amo o Brasil, Marcelo Braga Nascimento, destacou o orgulho de pertencer a uma família de ex-combatentes que lutaram por SP, como seu pai e o pai de seu cunhado. “Foi um dos acontecimentos mais importantes no Brasil em todos os tempos. Foi a luta pelo respeito, pela constituição e pela ordem”.

Em seguida foi feito o hasteamento das bandeiras. A do Brasil foi hasteada por Nascimento; a bandeira do Estado de São Paulo pelo coordenador-geral do Conselho Cívico e Cultural/ACSP, Adolfo Savelli; a do município pelo presidente da Associação Paulista de Municípios, Carlos Cruz; e a do MMDC, pelo presidente da Sociedade de Veteranos de 32 - MMDC, coronel Mario Fonseca Ventura. O Hino Nacional foi executado pela Banda da GCM, com acompanhamento do coral, sob a regência do maestro José Carlos Milanez.

Momento cultural

No interior do mausoléu, o presidente da Academia Paulista de História Luiz Gonzaga Bertelli, fez a palestra sobre o aniversário da cidade de SP. Ele contou detalhes da história do Mausoléu e do Obelisco. “Este lugar é o símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932. O Obelisco é o maior monumento da metrópole, com 72 metros de altura, inaugurado no dia 9 de julho de 1955. É um notável projeto do consagrado escultor ítalo-brasileiro Galileo Emendabile, que veio ao Brasil em 1923 fugindo do regime fascista que vigorava na Itália”.

Bertelli destacou que a história da guerra paulista foi escrita e por essa razão hoje é possível analisá-la e estudar sua gênese e consequências. Para ele, uma frase que resume o espírito de heroísmo e sacrifício que dirigiu os combatentes é a que está escrita na parte da base do monumento, junto da entrada da capela e da cripta: “Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre”. A inscrição é de autoria do jornalista pinhalense Benedito Machado Florence, embora, segundo explicou Bertelli, também é comumente atribuída a Guilherme de Almeida, que foi advogado, jornalista e poeta.

Bertelli contou que foi no dia 25 de janeiro, em que a igreja comemora a conversão de São Paulo Apostolo, que, em 1554, no planalto de Piratininga, o Padre Manoel de Paiva rezou a primeira missa, coadjuvado por oito sacerdotes jesuítas e pelo ainda seminarista, José de Anchieta, cuja ordenação aconteceria somente 15 anos mais tarde, em 1569.

Sobre os dias atuais Bertelli citou números sobre a cidade contando que aqui hoje vivem mais de 21 milhões de habitantes. “SP é a estrela luminosa de uma região metropolitana de 39 municípios. Por mais que se afirme, hoje, que a cidade parou de crescer, ela continua a ser um polo de atração para todo o território brasileiro, graças ao dinamismo de sua vida econômica, social e cultural”. Para ele, a grande e patriótica aspiração e o verdadeiro sonho é que o Brasil seja todo ele, de molde uniforme, um imenso São Paulo.

O coordenador do Conselho Cívico e Cultural/, Adolfo Savelli, lembrou que a ACSP, nos seus 124 anos, tem participado de todos os eventos importantes da cidade. “Esse local tem uma simbologia especial, pois inspira civismo, patriotismo e amor a SP e ao Brasil”. Ele elogiou a iniciativa da entidade Eu Amo o Brasil pela doação das bandeiras que foram hasteadas em torno do Obelisco. Contou que até 1987 a cidade não tinha uma bandeira oficial e nas solenidades oficiais o brasão do município era colocado sobre um fundo branco. “A partir de então, graças ao ex-procurador do Estado e conselheiro da ACSP, Lauro Ribeiro Escobar, que sugeriu colocar o brasão da década de 1910 sobre a Cruz da Ordem de Cristo como forma de homenagear os jesuítas que ajudaram a fundar a cidade, São Paulo passou a ter uma bandeira oficial”, revelou Savelli.

O presidente do Instituto Histórico e Geográfico, Jorge Pimentel Cintra, fez palestra com o tema “Morte e Ressurreição da Capitania de São Paulo no Século XVIII”. Ele, que também é professor, deu uma rica aula, falando sobre o papel do açúcar na ressurreição da cidade, concluindo o tema com exemplos e missões para os tempos de hoje. “Temos que acreditar e trabalhar. A missão é seguir em frente, pois o Brasil precisa de cada um de nós”.

Já o presidente da Sociedade Amigos da Cidade, professor e jornalista J.B. Oliveira, encerrou a solenidade com uma frase de Tiradentes. “Se todos quisermos, poderemos fazer deste País uma grande nação”.

Também prestigiaram o evento o deputado estadual Castelo Branco; o presidente da Associação Paulista de Imprensa, Sérgio de Azevedo Redó; os representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Umberto Luiz Borges D´Urso e Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho; o presidente do Instituto de Engenharia, Eduardo Lafraia; e o representante da Academia Paulista de Letras, o embaixador e escritor Synesio Sampaio Goes Filho.

 

Veja: fotos comemoração do aniversário de SP no Obelisco do Ibirapuera

 

Mais informações: Assessoria de Imprensa ACSP (11) 3180-3220

 

Sobre a ACSP: A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 124 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

 

Por ACSP