
Conforme pesquisa ACSP/Pinion, que contou como uma amostra de 1.619 entrevistados, em âmbito nacional, 36,4% pretendem comprar presentes no Dia dos Namorados, 45,4% responderam que não tem intenção de fazê-lo, enquanto 18,2% não sabem. Em relação ao ano passado, a proporção dos que manifestaram desejo de comprar presentes se manteve praticamente inalterada, enquanto diminuiu a percentagem dos que não pretendem adquirir presentes e aumentou a relativa aos indecisos.
Do grupo de entrevistados que manifestaram intenção de compra, 43,3% pretendem gastar mais do que em 2025, enquanto 27,4% desejam o contrário. Na comparação com o ano passado, houve leve diminuição na proporção do primeiro grupo e redução mais intensa na porcentagem relativa ao segundo. Em termos do nível de gasto, a grande maioria (82,9%) pretende gastar entre R$ 50 e R$ 600, o que, na comparação com 2025, representa um aumento do ticket médio de compra.
Com relação à Copa do Mundo, por um lado, a maioria dos entrevistados (57,5%) acredita que esse evento não deve afetar o valor das despesas com presentes para o Dia dos Namorados, e, por outro, a maior parte dos entrevistados (55,8%) opina que o mesmo evento levará mais pessoas às compras na data.
Tal como ocorreu em 2023 e 2024, e à diferença do ano passado, a pesquisa apontou que a maioria das compras seria realizada de forma presencial, em lojas físicas (56,0%) e em pequenos estabelecimentos (42,9%).
Na tabela abaixo, registramos as principais categorias de bens e serviços que fazem parte da intenção de compra dos entrevistados a nível nacional, assim como se o pagamento seria à vista (em dinheiro, cartão ou PIX) ou parcelado. É importante lembrar que mais de uma opção de presente pode ser escolhida por cada um dos consultados.

Tal como no ano passado, nas intenções de compra prevalecem presentes de uso pessoal e de menor valor, pagos à vista, o que é normal para a data, ao contrário do Dia das Mães, onde além desses presentes, se somam produtos para o lar, como móveis e eletrodomésticos.
A intenção de compra de roupas e calçado (35,3%), aumentou em relação a 2025, ficando ainda mais abaixo do registrado durante o período pré-pandemia (60/70%).
Presentes de uso pessoal, na área de beleza, além de joias e bijuteria são sempre lembrados para os namorados, perfazendo cerca de 62,8% das preferências. Chocolates e bombons, que apresentam, isoladamente, 28,5% das preferências continuam figurando na lista de presentes, mesmo após a Páscoa.
Por outro lado, continuam aparecendo itens que não eram mencionados no período anterior à pandemia, tais como cesta de café da manhã e delivery de refeições.
Pela proximidade com a Copa do Mundo, itens comumente relacionados ao evento, tais como camisetas da seleção brasileira e de outros países, boné, bola, bandeiras e outros artigos relacionados à Copa do Mundo somam 46,3% das intenções de compra, muito acima das relativas a artigos esportivos, registradas na pesquisa do ano passado.
Em síntese, em geral, as intenções de compra no Dia dos Namorados não mostraram diferenças muito significativas em relação ao ano passado.
A perspectiva é de leve aumento das vendas para a data, em relação ao ano passado. Apesar dos aumentos de renda e do emprego e das transferências de renda realizadas pelo Governo, que tenderiam a afetar positivamente as vendas para a data, poderão se contrapor a elevada inflação de produtos básicos e o alto grau de endividamento das famílias. Nesse sentido, pelo menos parte do aumento do ticket médio de compra provavelmente está associado ao aumento dos preços.
De todo modo, a maioria daqueles que mostraram intenção de adquirir presentes para a data estariam dispostos a gastar mais e preferem realizar as compras em pequenas lojas, e de forma presencial, o que poderia beneficiar o varejo mais tradicional. Além disso, a proporção de indecisos, que é maior do que a registrada no ano passado, alcança a quase 20%, o que abre potencial para aumentar as vendas, a partir de estratégias de precificação e de propaganda adequadas.
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Por ACSP - 10/06/2026