Parada LGBT+ deve movimentar 15% menos recursos na capital paulista em 2026, estima ACSP

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Parada LGBT+ | Paulo Pinto/Agência Brasil
 

A edição de 2026 da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo deverá movimentar cerca de R$ 466,2 milhões na economia da capital paulista, segundo estimativa de Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor representa uma queda de 15% em relação ao ano passado, quando o evento gerou aproximadamente R$ 548,5 milhões. Há cerca de duas semanas, o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Nelson Matias, já alertava que o patrocínio do evento caiu 60% entre 2025 e 2026, após a saída de parceiras multinacionais que deixaram de apoiar. Segundo Ruiz de Gamboa, a retração na atividade econômica tradicionalmente impulsionada pelo evento está associada diretamente a este cenário.
Menor, mas não menos importante - Embora menor, a movimentação financeira permanece relevante para a cidade, especialmente para os setores de bares, restaurantes, hotelaria, turismo, transporte, comércio informal e venda de adereços, historicamente favorecidos pelo aumento do fluxo de visitantes na região central da capital. Para o especialista, a estimativa de queda não reduz a importância do evento para São Paulo, mas reflete um cenário de ajuste no tamanho da celebração e, consequentemente, no volume de recursos injetados na economia local: “A Parada LGBT+ continua exercendo papel de destaque para a economia paulistana, especialmente nos serviços, que concentram boa parte do consumo gerado pelo evento”, avalia. “A movimentação econômica do Dia dos Namorados também ajuda a diminuir os efeitos dessa retração, pois aquece segmentos como alimentação, presentes, vestuário e entretenimento”, finaliza Ruiz de Gamboa.

Sobre a ACSP

Fundada em 1894, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) é a maior associação empresarial do Brasil, com 132 anos de história e mais de 15 mil associados. Sob a presidência de Alfredo Cotait Neto, maior liderança do associativismo empresarial brasileiro, a entidade é a principal voz do empreendedor nacional na defesa da livre iniciativa.

 A ACSP tem protagonismo direto na construção do marco legal do empreendedorismo no país: foram criados ou impulsionados pela ACSP o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, o Simples Nacional, o Microempreendedor Individual (MEI), a Lei da Liberdade Econômica, o Impostômetro e, em parceria com a CACB, o Gasto Brasil.

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Por ACSP - 09/06/2026