Conselho de Política Urbana e Meio Ambiente recebe palestra sobre Aeroporto Campo de Marte

O debate promovido pelo Conselho de Política Urbana e Meio Ambiente (CPMU) da Associação Comercial de São Paulo em 13 de maio de 2026 contou com a participação do coronel aviador Luiz Eduardo de França Scovino, e do major aviador Leonardo Faria. O encontro foi presidido pelo coordenador do CPMU, Alessandro Luiz Oliveira Azzoni.

Coronel Scovino, comandante do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), destacou que o Aeroporto Campo de Marte passará a operar pelo sistema de voo por instrumentos (IFR) a partir de agosto de 2026, em uma mudança que já impõe novos gabaritos de proteção sobre um raio de 20 quilômetros ao redor do aeródromo.

A transição para o IFR começará em fase de testes: até quatro movimentos por hora, janela operacional de uma hora por dia a partir das 6h (9h UTC), com aeronaves de categoria Charlie, perfil já presente em Campo de Marte. Um período de avaliação de seis meses seguirá o início das operações. A determinação de que Campo de Marte passe a operar por instrumentos partiu da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e foi repassada ao DECEA.

O coronel Scovino afirmou que os controladores já estão em treinamento intensivo no laboratório do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos. O major aviador Leonardo Gomes de Faria, comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Campo de Marte, acrescentou que as obras realizadas pela PAX Aeroportos, concessionária do aeroporto, incluindo reforma da pista, recuo da taxiway e ampliação das zonas de escape, foram condição indispensável para a homologação das novas operações. Sem essas adequações, a certificação IFR seria tecnicamente inviável.

 

Major Av. Leonardo Faria, Alessandro Azzoni e Cel. Av. Luiz Eduardo de França Scovino
Major Av. Leonardo Faria, Alessandro Azzoni e Cel. Av. Luiz Eduardo de França Scovino

Por fim, o debate ampliou o olhar para o futuro da mobilidade aérea urbana, apontando o potencial do Campo de Marte para integrar esse novo cenário, incluindo o uso de aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOLs). O coordenador do CPMU, Alessandro Azzoni, ressaltou que as interseções entre segurança operacional e desenvolvimento imobiliário exigirão diálogo contínuo entre a Aeronáutica, a prefeitura e o setor privado. Scovino informou que o DECEA já realizou duas reuniões com a prefeitura e está à disposição para quantas mais forem necessárias.

Por ACSP - 14/05/2026