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VAREJO SOFRE QUEDA INESPERADA EM JULHO

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em julho, as
vendas do varejo restrito (que não considera veículos e material de construção) caíram 1,0% em relação ao mesmo mês de 2017 (ver tabela abaixo), interrompendo uma série de 15 altas consecutivas. No caso do varejo ampliado (que inclui todos os setores) houve crescimento de 3,0%, na mesma base de comparação, porém inferior ao registrado na leitura anterior. Também houve perda de intensidade nos resultados acumulados em 12 meses, que refletem a tendência “pura” do varejo (3,2% e 6,5%, respectivamente).

Essa “surpresa negativa” do varejo restrito se explicaria pela base de comparação
relativamente mais elevada do ano passado, em decorrência da liberação do FGTS, pela
confiança do consumidor no campo pessimista, pelos juros ainda elevados e pela incerteza eleitoral, que pode estar postergando as compras. O varejo ampliado, por sua vez, foi influenciado pelo forte crescimento das vendas de veículos, beneficiadas pelo alongamento dos prazos do crédito.

Em síntese, os resultados do varejo, em julho, foram mais fracos do que o esperado,
tornando a recuperação do setor ainda mais lenta. Na medida em que os salários e a ocupação continuem aumentando durante o resto do ano, e se aclare o cenário eleitoral, pode-se esperar algum aumento de intensidade na recuperação do setor, que, de todo modo, deverá ser modesta.

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal