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INFLAÇÃO, CÂMBIO E INCERTEZA

O IPCA se mantém na meta de inflação fixada para 2018, mas os combustíveis
continuam pressionando os índices de preços, devido à desvalorização cambial e ao
aumento do preço do petróleo.

Os dados do IBGE revelam que o IPCA de setembro aumentou 0,48%, pouco
acima das expectativas do mercado, na comparação com igual mês do ano passado,
quando houve alta de +0,16%. A taxa acumulada 12 meses acelerou de +4,19% para
+4,53%.

O principal impacto no mês veio dos combustíveis +4,18%, que responderam por
0,24%, ou seja, metade da taxa de inflação do mês. As passagens aéreas também
registraram aumento significativo, 16,8%, enquanto os alimentos passaram da deflação de agosto -0,34%, para alta de +0,10%.

O IGP M de setembro acelerou forte, 1,53%, ante 0,70% no mês anterior.
No mesmo mês de 2.017 a alta foi de +0,47% e o acumulado de 12 meses subiu de 8,89% para 10,04%.

O IPA, que tem peso de 60% no índice geral de preços, aumentou 1,00% para
+2,19%, elevando o acumulado em 12 meses a 13,26%.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Observa-se dos índices do IBGE e da FGV de setembro, que o aumento do preço
do petróleo e a desvalorização cambial tiveram impacto significativo tanto no IPCA,
através dos combustíveis, das passagens aéreas e de alguns produtos agrícolas, como
IGP M devido aos aumentos das matérias primas. É de se esperar que passadas as
eleições com a definição do cenário de incerteza do momento, o Real possa se valorizar, reduzindo a pressão do câmbio sobre os preços, com o que as taxas de inflação dos próximos meses possam ser mais moderadas.

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal