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SETOR SERVIÇOS FECHA 2018 PRATICAMENTE ESTÁVEL

 

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços prestados mostrou, em dezembro, queda de 0,2%, sobre o mesmo mês de 2017 (ver tabela abaixo), terminando 2018 sem praticamente mostrar variação em relação ao volume registrado no ano anterior (-0,1%). Contudo, apesar do “anêmico” desempenho anual, o setor segue tendência de lenta recuperação, após acumular contração de 11,4% entre 2015 e 2017.

De todo modo, o resultado obtido em 2018 se explicaria, por um lado, pelo desemprego ainda elevado e o baixo crescimento dos salários, que inibiram a retomada da demanda por serviços de telecomunicação, provocando contração no segmento de informação e comunicação. Por outro lado, também pesou a incerteza eleitoral reinante durante grande parte do ano passado, que adiou a realização de novos empreendimentos, gerando retração nos serviços de engenharia, pertencentes à categoria de serviços profissionais, administrativos e complementares. Para contrabalançar, houve expansão nos volumes de transportes, e correios, com destaque para os segmentos aéreo e terrestre, apesar da greve dos caminhoneiros, que provocou forte contração desse segundo tipo de transporte em maio; de outros serviços, com ênfase na intermediação financeira; e de serviços prestados às famílias, principalmente os relativos à hotelaria.

Em síntese, o setor serviços, apesar de praticamente não haver crescido em 2018, continua a mostrar tendência de recuperação, embora muito mais lenta do que as exibidas pela indústria e pelo varejo. No cenário de continuidade de aumentos da confiança do empresário e de consumidor ao longo do presente ano, num contexto de baixa inflação e expansão mais intensa da atividade econômica, permitindo a geração de mais empregos e maiores salários, espera-se que os serviços, finalmente, voltem a crescer.

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal