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Em março, de acordo com o IBGE, a atividade industrial caiu 0,1% sobre fevereiro, surpreendendo os analistas de mercado que esperavam leve crescimento (0,6%). Em relação ao mesmo mês de 2017, a alta foi de 1,3%, também menor que o esperado. Esses resultados inferiores às expectativas dos analistas de mercado se explicam fundamentalmente pelos dois dias úteis a menos em relação ao ano passado (ver tabela abaixo). De todo modo, o setor mantém a tendência de recuperação, aumentando 3,1% no primeiro trimestre e 2,9% no acumulado dos últimos 12 meses.

Na comparação com março de 2017, duas categorias registraram expansão: bens de consumo duráveis e de capital. No primeiro caso, o destaque foi a produção de veículos, e de artigos de informática e eletroeletrônicos, com grande elevação da chamada “linha marrom” (televisores, aparelhos de som e similares), influenciado positivamente pela proximidade da Copa do Mundo. Já no segundo caso, as maiores contribuições estiveram associadas aos equipamentos destinados ao transporte e construção.

Em síntese, o dado de março surpreendeu negativamente, mas é explicado pelo “efeito calendário”, mantendo-se a tendência de recuperação da indústria. De qualquer forma, a retomada do setor tem sido lenta e desigual, e poderá ser intensificada com uma nova redução da taxa básica de juros.

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal