CMEC é destaque na TV

O Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, CMEC, discutiu um tema que revela um paradoxo da economia brasileira: as mulheres empreendedoras são, em média mais adimplentes do que os homens, ou seja, pagam melhor suas contas, mas, ainda assim, enfrentam taxas de juros mais altas na hora de acessar crédito.

 

De acordo com dados do SEBRAE (2025), as taxas de juros para mulheres que chefiam pequenos negócios atingiram 29,3% ao ano, enquanto os homens pagaram, em média, 20,3%. Esse sobrecusto ocorre a despeito da maior responsabilidade financeira feminina: levantamento da Serasa Experian (2025) aponta que apenas 16% das empresas lideradas por mulheres estavam inadimplentes, contra 20% das geridas por homens. Na comparação anual, os juros chegam a se 44% mais altos para elas.

 

Jornal Hoje - TV Globo

 

A presidente nacional do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait, foi ouvida sobre o tema pela repórter Renata Ribeiro, da TV Globo, para o "Jornal Hoje". Ana Badra destacou que as mulheres “são mais estudiosas que os homens, pagam suas dívidas melhor que os homens, trabalham mais porque, muitas vezes, têm tripla ou até quádrupla jornada de trabalho”, apesar de disso são sobretaxadas.

 

Confira a reportagem completa em:  https://globoplay.globo.com/v/14552121

 

 

Programa Brasil das Gerais


O programa "Brasil das Gerais", líder de audiência da emissora pública Rede Minas de Televisão, também discutiu o assunto. Em Minas Gerais, a mulher está à frente de 40% dos pequenos empreendimentos e ainda enfrentam dificuldade de acesso ao crédito. O programa, conduzido pela jornalista Patrícia Pinho, contou com a participação da contadora Gisele Gonçalves, da analista do Sebrae Minas, Islane Costa e da doceira e empreendedora da cidade mineira de São Bartolomeu, Cerma Fortes. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ulisses Ruiz de Gamboa, analisou as pesquisas SEBRAE e Serasa Experian e explicou que as mulheres gestoras de pequenos negócios apresentam 20% a menos de inadimplência comparadas aos homens na mesma posição.

 

 

Ulisses Ruiz de Gamboa, em entrevista ao
Ulisses Ruiz de Gamboa, em entrevista ao "Brasil das Gerais", da Rede Minas.

 


Ulisses explicou, ainda, que as mulheres são prejudicadas nas duas pontas. Sob a ótica de quem compra, há a chamada "pink tax", ou seja, "taxa rosa", que faz com que produtos destinados a mulheres sejam mais caros. Um exemplo é a lâmina de depilação na cor rosa, ou camisetas com corte feminino. “No vestuário, por exemplo, a peça que tem versão masculina e feminina, esta última é mais cara, apesar de que a diferença de preços não se justificar pela diferença de custos. E com o crédito mais caro para elas, muitos empreendimentos liderados por mulheres não saem do papel", ressalta.

 


A presidente Ana Claudia explicou que o CMEC e Conselhos espalhados pelo Brasil atuam na formação de mulheres empreendedoras por meio de quatro pilares: liberdade financeira, gestão administrativa, capacitação – com qualificação técnica – e autoestima. “A maioria entrega a gestão de seu negócio a um homem. Estamos fazendo campanhas de conscientização para que a mulher entenda realmente o que é gerir um negócio. A mulher só consegue sair de uma situação de vulnerabilidade se empreender”, finaliza.

 

Ana Claudia Badra Cotait, em entrevista ao
Ana Claudia Badra Cotait, em entrevista ao "Brasil das Gerais", da Rede Minas.

 

Veja o programa completo em: https://minasplay.com/video/3455/mulheres-empreendedoras-por-que-elas-pagam-mais-impostos-14---04---2026/?play

 

 

Podcast do Associativismo do Diário do Comércio

 

O tema já havia sido discutido este mês, na estreia do "Podcast do Associativismo do Diário do Comércio", sob o domando do jornalista Fernando Moreira.

 

Assista o podcast em: https://www.youtube.com/watch?v=7lyuohfJ-zI

 

Ana Claudia Badra Cotait, Ulisses Ruiz de Gamboa e Fernando Moreira no
Ana Claudia Badra Cotait, Ulisses Ruiz de Gamboa e Fernando Moreira no "Podcast do Associativismo do Diário do Comércio"

 

 

Por ACSP - 24/04/2026