Conselho de Altos Estudos de Finanças e Tributação discute reforma tributária e estratégia para formação de preço

A cerca de seis meses da reforma tributária do consumo, empresas precisam adotar uma visão mais estratégica, considerando impactos no negócio, na formação de preços e na cadeia produtiva. Entre os principais pontos estão o fim de incentivos fiscais, o split payment, os regimes tributários e a competitividade nos canais de venda.

O tema foi debatido na reunião do Conselho de Altos Estudos de Finanças e Tributação (Caeft), realizada em 11/05, a primeira sob nova gestão da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), sobre "Reforma tributária e estratégia para a formação de preço, com cálculos exemplificativos".

A reunião foi conduzida pelo coordenador Luís Eduardo Schoueri, e contou com palestra conduzida pelos profissionais André Lopes Sant´Anna, especialista em tributação indireta no Brasil e no exterior, Natália Sperati, sócia da área de Estratégia da EY-Parthenon para LAS, e Edison Carlos Fernandes, doutor em Direito pela PUC e professor da FGV São Paulo. Sperati destacou a necessidade de revisar toda a cadeia: “Se a cadeia inteira tiver impactos, é preciso rever o negócio, seja na indústria, distribuição ou no varejo”. Segundo ela, a reforma pode reduzir preços em algumas categorias, como alimentos, e aumentar a carga tributária sobre serviços.

Por ACSP - 12/05/2026