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São Paulo, 27 de setembro de 2018. O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 78 pontos em setembro, maior patamar desde setembro de 2015, quando o índice marcou 79 pontos. “Em 2015, a recessão econômica se aprofundou e derrubou a confiança do consumidor, que oscilou em patamar baixo no ano seguinte. No segundo semestre de 2017, o INC começou a subir lentamente e volta agora ao nível de três anos atrás”, analisa Emílio Alfieri, economista da ACSP.

Ele acrescenta que o resultado de setembro de 2018 (78 pontos) ainda corresponde a um pessimismo alto, distante da neutralidade (100 pontos) e da entrada no campo otimista, que vai de 100 a 200 pontos. “O INC chega agora ao ponto da virada, da mudança de trajetória. Com segurança podemos dizer que os indicadores econômicos - entre eles o INC - estão em trajetória ascendente, embora lenta”.

Futuro melhor

A confiança de setembro oscilou dentro da margem de erro da pesquisa (3 pontos) em relação a agosto (76), mas avançou 7 pontos sobre setembro do ano passado (71). “De um ano para cá, o consumidor ficou menos pessimista com o futuro e percebe a pequena melhora dos indicadores”, comenta Alfieri. Em setembro, 39% dos entrevistados avaliaram que sua situação financeira futura vai melhorar, ao passo que 20% creem numa piora. A situação é muito melhor do que a de setembro de 2017, quando um número praticamente igual de pessoas acreditava tanto que a situação financeira ia melhorar (30%) como piorar (29%). O mesmo não se verifica quanto à situação financeira atual (ver tabela mais abaixo).

Além da melhora de indicadores e do ânimo quanto ao futuro, o aumento do INC no contraste anual refletiu o reajuste do Bolsa Família em julho de 2018, acima da inflação, atingindo sobretudo a classe DE e, consequentemente, o Nordeste - região com maior concentração de beneficiários. O INC do NE saltou 20 pontos e o da classe DE cresceu 13. “Não à toa, são os grupos demográficos que vem puxando a confiança nacional”, diz Alfieri.

Emprego

Em setembro, os respondentes do INC afirmaram conhecer em média 4,55 pessoas que perderam o emprego nos últimos 6 meses, menor patamar desde outubro de 2015, quando a média foi de 4,49.

Já em agosto de 2018, a média foi de 4,79 pessoas, enquanto em setembro do ano passado foi de 5,64. “O consumidor percebe a queda nas demissões de uma maneira mais expressiva do que os números do IBGE têm revelado. Os motivos podem ser os mais variados, como o trabalho por conta própria, ou pode estar relacionado com o número alto de pessoas que não procuram mais emprego”, analisa o economista.   

Metodologia

A pesquisa foi feita entre 1º e 14 de setembro em todas as regiões brasileiras pelo Instituto Ipsos, a partir de 1.200 entrevistas pessoais e domiciliares. O levantamento é realizado mensalmente em 72 municípios no Brasil inteiro, com amostra probabilística, com cota no último estágio de seleção e margem de erro de três pontos percentuais, representativa da população brasileira de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014).

Tabela – situação, emprego, futuro:

 

Veja na íntegra: Índice Nacional de Confiança setembro/2018

 

Mais informações:
Renato Santana de Jesus
Assessoria de Imprensa
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