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São Paulo, 24 de outubro de 2018. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) recebeu na última segunda-feira (22) os ex-deputados federais José Jorge e Paulo Delgado para analisarem o segundo turno das eleições. A vitória do candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi dada como certa.

“Essa é uma eleição decidida. Alguns escândalos ou pseudoescândalos que estão sendo lançados não chegam a causar mudança. A probabilidade do Haddad é zero”, afirmou José Jorge, que disputou a eleição presidencial como vice na chapa de Geraldo Alckmin em 2006. “Agora, há eventos de probabilidade zero que podem acontecer”, ponderou, completando que “Bolsonaro deve ganhar, e aí cada um se segure na cadeira para ver o que vai acontecer”.

Para ele, além de ter uma situação tranquila na corrida presencial, Bolsonaro tem posição favorável nas disputas a governo estadual nas três maiores unidades da federação. No Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, os três candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto declararam apoio ao capitão da reserva. Jorge se disse surpreso com a votação expressiva que o candidato teve no Distrito Federal, onde Haddad ficou com 11,9% dos votos, pior desempenho do petista. “Considerando-se que o DF é um lugar com muito funcionário público, e o PT sempre se colocou como defensor desses funcionários públicos, foi um fenômeno interessante”, analisou.

O ponto forte de Bolsonaro, no entendimento do palestrante, foi saber canalizar o sentimento de aversão ao PT a seu favor. “Ele é uma pessoa do sistema político, deputado há 28 anos. Ele nunca se destacou na Câmara, a maioria dos deputados nem o conhecia, mas ele representou uma esperança do povo brasileiro porque conseguiu representar o anti-PT”.

Olhos

Paulo Delgado concordou com Jorge no sentido de que a popularidade de Bolsonaro é resultado de um sentimento de aversão ao PT presente na sociedade. Para ele, “o espectro de Lula passou por toda eleição e deixou uma lição para ele e para Lula: político que usa e abusa de sua força no momento de sucesso recebe troco do mesmo tamanho no momento do fracasso”. Além disso, “se o Bolsonaro ganhar, teremos ironicamente o quinto presidente eleito por Lula”, adicionou Delgado, creditando a frase a Roberto Brandt, ex-deputado federal por cinco mandatos e um dos políticos presentes na reunião da ACSP.

Delgado afirmou que “Esse segundo turno é um caso para consulta a um hospital dos olhos. Um é obrigado a parecer liberal sendo meio estatista. Outro é só estatista e finge ser meio liberal. Um sofre de miopia, não vê longe. O outro, de presbiopia; não vê perto. Os eleitores estão com estigmatismo: veem tudo embaçado, mas seguem em frente”. E classificou o momento como “Duas urnas e dois náufragos sem noção de quem melhor conduz o barco no momento de tempestade”.

O coordenador do Conselho Político e Social/ACSP, Jorge Bornhausen, também admitiu a vitória de Bolsonaro e alertou: “Ao próximo presidente, que certamente será Jair Bolsonaro, eu peço apenas que ouça o economista Paulo Guedes”. 

Assista na íntegra, na página ACSP Eventos - YouTube:

Reunião Segundo Turno das Eleições Presidenciais 

Mais informações:
Renato Santana de Jesus
Assessoria de Imprensa
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Sobre a ACSP: A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 123 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

 

Por ACSP