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São Paulo, 5 de setembro de 2018. O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto, detalhou o plano cicloviário em palestra na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última segunda-feira (3/9), na capital paulista. “Queremos transformar São Paulo na capital brasileira da bicicleta, ou seja, nada em São Paulo pode ficar de forma acanhada, tímida ou em segundo plano. São Paulo é um estado protagonista, a cidade de São Paulo é protagonista de todas as capitais do País”, declarou o secretário. Sua apresentação se deu durante sessão plenária da entidade organizada em conjunto com o Conselho de Política Urbana (CPU/ACSP).

De acordo com Neto, o prefeito Bruno Covas colocou uma premissa fundamental para o plano cicloviário: de que seja discutida com a sociedade. “Não há como fazer uma política cicloviária adequada à cidade sem a participação de todos, sem uma discussão profunda e sem criar condições para que o uso da bicicleta agregue valor à atividade comercial”, enfatizou o palestrante. A previsão do projeto é ampliar os atuais 497 quilômetros de vias para bicicletas para 1,9 mil quilômetros nos próximos dez anos.

Entre as propostas estão o aumento da conectividade da rede cicloviária para 90%; a expansão da rede com implantação de 1.420 km; a melhoria da infraestrutura de apoio ao ciclista (bicicletários e paraciclos); a criação de uma hierarquia de rede (estrutural, regional e local), levando-se em conta o volume de tráfego de cada via; a implantação de estruturas de acalmamento de tráfego.

O secretário de Transportes mencionou a implantação de eixos cicloviários nas principais avenidas, ligando as regiões norte-sul, leste-oeste, com derivações em locais com grande concentração populacional. Esses eixos conectarão estações do Metrô, CPTM e estações de ônibus e permitirão que o cidadão faça parte do percurso de bicicleta e se conecte a um transporte de massa para deslocamentos mais longos.

“Em Nova Iorque, várias regiões que estavam degradadas foram revitalizadas ao se estruturar vias para receber ciclistas. O comércio desses locais voltou a crescer”, comentou Neto, que informou que uma equipe da prefeitura irá a Nova York a fim de entender como se deu a transformação na cidade norte-americana - e trazer conceitos para SP.

Algumas etapas do plano cicloviário estão previstas para o segundo semestre, como distribuição de bicicletários, paraciclos e bike stops pela cidade e obras para conectar a rede cicloviária já existente. 

“Este é um tema que a ACSP acompanha de perto. O projeto é interessante, sobretudo pelo diferencial, que é o diálogo aberto com a sociedade, o que faltou na gestão anterior disse Antonio Carlos Pela, vice-presidente da ACSP e coordenador do CPU/ACSP.

“Nossas distritais têm que acompanhar este trabalho, fazendo com que a voz do comércio esteja presente. Já que existe essa abertura, que não havia sido dada no governo anterior, é hora de nos organizarmos, participarmos dessa avaliação e acompanharmos principalmente as ciclofaixas, que atrapalham o comércio em algumas regiões”, afirmou Alfredo Cotait, vice-presidente em exercício da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Estiveram presentes Roberto Mateus Ordine, vice-presidente da ACSP; Ricardo Granja, prefeito regional do Butantã e superintendente da Distrital Butantã/ACSP; Sebastião Ricardo, diretor de planejamento da CET; e Nelson Maluf, ex-presidente da CET.

 

Mais informações:
Patrícia Gomes Baptista
Assessoria de Imprensa ACSP
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Sobre a ACSPA Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 123 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

Por ACSP