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Uma delegação do oeste da China esteve em São Paulo participou, dia 19 de abril, de seminário no Hotel Intercontinental, na capital paulista, realizado pela São Paulo Chamber of Commerce/Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o China Trade Center, com iniciativa do Sichuan Bureau of Expo Affairs.

O encontro reuniu cerca de 100 pessoas e contou com a participação de Chen Peijie, cônsul-geral do Consulado da República Popular da China em São Paulo; Yang Qinglong, secretário-geral do comitê organizador da Feira Internacional da China Ocidental e diretor do Escritório de Assuntos de Exposição de Sichuan; Pan Faming, diretor do grupo China Trade Center; Tak Chung Wu, diretor de cooperação internacional da Prefeitura Municipal de Campinas; Yu Young, conselheiro comercial do Consulado da China em São Paulo; Adam Kubo, diretor de Relações Econômicas da Prefeitura Municipal de Guarulhos; Pierre Januário, secretário de Programas Especiais do Governo do Estado do Maranhão; outras autoridades e representantes de associações e entidades de classe de estados e municípios brasileiros.

Laços

“É uma ótima oportunidade para estreitarmos os laços comerciais. A China é o principal parceiro comercial do Brasil e tem uma economia de proporções gigantescas, que sempre apresenta números acima do comum”, disse o conselheiro de Comércio Exterior da ACSP Márcio Arroyo, na cerimônia de abertura do evento. Ele frisou que ainda existe um enorme potencial a ser explorado. “A corrente comercial entre Brasil e China durante o ano de 2017 ultrapassou US$ 74 bilhões, sendo que em 2013 este valor estava acima de US$ 80 bilhões”, lembrou o conselheiro da ACSP.

Em nome do governo chinês, a cônsul-geral do Consulado da República Popular da China em São Paulo agradeceu o convite para participar do evento, o apoio da SP Chamber Of Commerce da ACSP e a presença dos convidados. “O Brasil e China reataram suas relações diplomáticas há mais de 44 anos e estão melhorando a cada ano. Nossa relação beneficia ambos os países e promovem desenvolvimento e riqueza regionais e mundiais. Esperamos que os empresários brasileiros participem da 17ª Feira Internacional da China Ocidental e possam agarrar essa oportunidade para estreitar o relacionamento com os empresários chineses e, dessa forma, manter um relacionamento estável e de longo prazo”, declarou Chen Peijie.

Ela lembrou que neste ano a China comemora 40 anos da abertura e reforma do país e garantiu que o consulado-geral da China oferecerá o apoio necessário para a obtenção de vistos aos interessados em participar da feira.

Feira   

O secretário-geral do comitê organizador da Feira Internacional da China Ocidental e diretor-geral do Escritório de Assuntos de Exposição de Sichuan, Yang Qinglong, fez palestra com o tema “Oportunidades no Oeste da China”, com foco na 17ª Feira Internacional da China Ocidental, a ser realizada em setembro próximo na Província de Sichuan. Ele contou como a cidade de Sichuan superou os estragos de um grande terremoto ocorrido no local em 2008, de magnitude de 8 graus na escala Richter, que matou mais de 80 mil pessoas na província. “Na ocasião o governo brasileiro doou mais de US$ 200 mil para a reconstrução das áreas atingidas e isso o nosso povo nunca esquecerá”.  

Nove anos depois, a província com 91 milhões de habitantes, a terceira mais povoada da China, conseguiu se reconstruir e registrou, em 2016, um PIB de 3,26 trilhões de iuanes (cerca de R$ 1,6 trilhão), o sexto maior do país.

Qinglong reforçou que o principal motivo da visita a SP foi apresentar a 17ª Expo Internacional do Oeste, uma das dez exposições nacionais da China, que deverá ser um encontro de trocas econômicas e comerciais em uma área de 260 mil metros quadrados. A estimativa é que compareçam mais de dez mil empresários de mais de 80 países “Com certeza teremos muitas atividades inovadoras”, garantiu.

Depoimentos

Franco Barbieri, consultor de empresas na área da saúde, já participou de vários eventos promovidos pela SP Chamber of Commerce e busca negócios de implementos cirúrgicos hospitalares. “Em todas as reuniões que tenho participado na ACSP tenho por objetivo levar aos meus clientes e parceiros novos negócios. Venho com a proposta de compra nesses eventos e minha expectativa é sempre conhecer os produtos e as tecnologias que existem fora do Brasil”.

Fernando Brotto e Ramon Caputo são diretores da área comercial de uma empresa localizada no Rio de Janeiro, que exporta produtos premium brasileiros (como café especial, assaí em pó, cachaça). “Viemos para conhecer o potencial que tem a região. Após essa apresentação certamente vamos incluir a ida à feira em nosso planejamento de viagem”.

“Pela apresentação achei que o oeste da China representa um grande potencial, o que nos interessa, vencendo as barreiras comerciais e linguísticas. O potencial é enorme e queremos colher o máximo de informações para poder impor uma imagem de novos produtos com diferencial. Com certeza iremos participar da feira em setembro”, disse Jorge Antonio Zakhem, representante de uma empresa de comércio exterior da área de commodities e indústria de alimentos e bebidas.

O outro lado da China

Formado por 12 províncias, o oeste chinês é uma das maiores regiões em potencial para novos negócios, uma vez que ocupa dois terços da área da China, além de suas fronteiras cruzarem-se com as de outros 13 países, incluindo Rússia, Índia e Vietnã. Apesar de rica, a região é ainda pouco explorada por investidores. A província de Sichuan, em particular, é conhecida por seus recursos naturais, cultura e população. É atualmente a maior economia do oeste chinês. Sua localização estratégica parte de diversas rotas e zona de comércio do oriente. É também uma ponte de conexão entre norte e sul, leste e oeste do país. Seu PIB em 2017 foi de 3,70 trilhões de renminbi (aproximadamente 600 bilhões de dólares), o sexto maior em todo o país e o primeiro do oeste da China.

 

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Sobre a ACSP: A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 123 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

Por ACSP