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Com o falso argumento de simplificação, o governo instituiu o Decreto nº 8373/2014 (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – eSocial). Por meio dessa plataforma, os empregadores passarão a comunicar a união, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, avisto prévio, escriturações fiscais e informações sobre o FGTS.

A Distrital Norte e o Conselho do Setor de Serviços da Associação Comercial de São Paulo realizaram palestra sobre o eSocial, nesta quinta-feira (05/07), com a apresentação dos especialistas José Maria Chapina Alcazar, Francisco Peroni e Rosangela Tavares.

Para Chapina, aquilo que deveria facilitar o trabalho de contadores e empresários, se tornou mais uma burocracia eletrônica. “Até as grandes empresas estão com dificuldades para conseguir o software de implantação do eSocial. É o golpe da simplificação. Por que as empresas deverão arcar com os custos desse programa que é de interesse do governo? ”, indagou.

Chapina é vice-presidente da ACSP, coordenador geral do conselho de Serviços e informou que a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), juntamente com outras entidades, solicitaram a prorrogação do início eSocial para o pequeno empreendedor, inclusive a possibilidade de se conseguir o programa gratuitamente.

As grandes empresas já estão alimentando o sistema desde janeiro. A partir desse mês de julho, o eSocial tornou-se obrigatório para os empreendimentos dos demais portes. A gerente da Seteco Contabilidade, Rosangela Tavares, disse que o sistema do eSocial irá mostrar de forma clara a relação entre as empresas e seus colaboradores. “O empresário deverá estar atento aos prazos de envio das informações, que deverão ser cumpridos à risca, e qualquer atraso será passível de autuação”, alertou.

Para o administrador e contabilista Francisco Peroni, os pequenos empreendedores precisam notar os detalhes do eSocial e quebrar um paradigma que ainda existe em algumas empresas. “A organização e disciplina deverão imperar nesse novo sistema”, observou.

Diretores e conselheiros da ACSP-Distrital Norte prestigiaram o encontro

Chapina admitiu que maus profissionais contadores não irão sobreviver a essa nova realidade. “O empresário deverá olhar para seu contador, como olha para seu médico”, disse. Para ele, as dificuldades do eSocial, e se nada mudar esse panorama, será um caminho para a informalidade.

 

O encontro foi presidido por João Bico de Souza, vice-presidente da FACESP e ACSP e Luis Carlos Ferreira Eiras, diretor-superintendente da ACSP-Distrital Norte.

Por Distrital Norte