ACSP
ACSP

 

A noite do dia 23 de agosto ficou marcada por muita emoção e celebração, elementos que deram o tom da terceira edição do Encontro Histórico-Cultural da Mooca. O evento foi uma realização da Distrital Mooca da Associação Comercial de São Paulo, este ano trouxe o tema imigração como eixo norteador das homenagens que aconteceram no Clube Atlético Juventus.

Em sua fala inicial, o Diretor-superintendente da Distrital Mooca, Luiz Carlos Castan, destacou a importância em apoiar a cultura e a história locais: “Esse é o terceiro encontro que a nossa Distrital apoia irrestritamente, pois entendemos que é com cultura e conhecimento, aliados a esse resgate maravilhoso que está sendo feito hoje, que valoriza o bairro e as pessoas que fizeram dessa cidade, um lugar melhor para se viver. E nessa noite, o brilho do evento se torna ainda maior, já que estamos também homenageando o espírito empreendedor de diversas empresas locais, a exemplo da Lorenzetti, com uma história de 95 anos aqui no bairro da Mooca, fundada por italianos que foram pioneiros em seu segmento”, disse.

 Ao ser chamado para sua fala inicial, o Vice-presidente e Coordenador das Sedes Distritais da Associação Comercial de São Paulo, Giacinto Cosimo Cataldo, ficou bastante emocionado com as homenagens às empresas, “porque fico imaginando uma empresa como a Lorenzetti, que emprega hoje 4.500 funcionários, quantas famílias, crianças, contam com essa renda para viver”, exclamou. “Não sou da Mooca, nasci e cresci no Cambuci, mas já me sinto daqui!”, Cataldo parece ter entrando no espírito de ser mooquense.

A primeira parte do evento contou com uma palestra da jornalista, e também historiadora do bairro, Elizabeth Florido.  A jornalista vem organizando e trabalhando os diversos temas do Encontro Histórico-Cultural da Mooca, pensado inicialmente por José Paulo Dias, conselheiro da Distrital Mooca, e que conta também com a colaboração efetiva de um dos diretores da Distrital, Antonio Viotto Netto. 

Seguida de José Paulo Dias, outro organizador, que antes de dar um bravo sonoro em comemoração ao aniversário do bairro, lembrou da importância que esses operários fabris, grande parte italianos e também espanhóis, tiveram na constituição do que se entende hoje por leis trabalhistas. “Muitos chegaram aqui com ofício, tinham conhecimento de seus direitos, e fomentaram através da força de seu trabalho e da imprensa imigrante, a busca de melhorias numa época em que se tinha um regime semi-escravo de trabalho, sem nenhua proteção, e que empregava mão-de-obra infantil”, ressaltou.

Para finalizar as explanações históricas, Antonio Viotto Netto rememorou a própria origem imigrante, de seus familiares vindos da região do Vêneto. “Sou um ítalo-brasileiro muito orgulhoso de minha origem e de ser brasileiro. É muito importante cultivar a memória dessa valorosa gente que largou tudo, sua terra natal e, muitas vezes, a própria família, em busca de dias melhores. Foi com o suor do trabalho que fizeram de São Paulo a maior cidade do Brasil e uma das primeiras do mundo”, finalizou.A palestra, intitulada “São Paulo imigrante, Mooca italiana”, procurou mostrar a importância dos imigrantes na formação da nascente metrópole paulistana, e a forte influência da colônia italiana em bairros imigrantes, entre eles a Mooca que, junto com o Brás, tornou-se reduto dos que trabalharam como operários nas fábricas da região, como é o caso do Cotonifício Crespi. Além disso, ajudaram na construção civil, levantando os palacetes dos barões do café numa paulista Belle Èpoque de início de século 20, de um lado, e as casinhas operárias na fabril Mooca, por exemplo, cuja maior característica está nos detalhes das fachadas, tão poéticas como aquele tempo em que se cruzavam veículos puxados a burro ou cavalo, e os bondes. “É certo dizer que a região sul do país tem uma forte concentração de imigrantes, especialmente italianos, mas aqui em São Paulo os italianos foram uma grande maioria entre o final do século 19 e as duas primeiras décadas do século 20. E sua importância está nessa face plural que influenciou para sempre nossos costumes, jeitos e hábitos, com a culinária, as artes, arquitetura, e o modo de falar, todo italianado, até para quem não é de origem italiana”, comenta a jornalista.

Seguida de José Paulo Dias, outro organizador, que antes de dar um bravo sonoro em comemoração ao aniversário do bairro, lembrou da importância que esses operários fabris, grande parte italianos e também espanhóis, tiveram na constituição do que se entende hoje por leis trabalhistas. “Muitos chegaram aqui com ofício, tinham conhecimento de seus direitos, e fomentaram através da força de seu trabalho e da imprensa imigrante, a busca de melhorias numa época em que se tinha um regime semi-escravo de trabalho, sem nenhua proteção, e que empregava mão-de-obra infantil”, ressaltou.

Foram homenageadas as seguintes instituições e pessoas:

-Arsenal da Esperança Dom Luciano Mendes de Almeida - homenagem ao seu coordenador, Gianfranco Mellino, italiano que reside no Brasil desde o início do Arsenal, em 1996, representado por Vasco Agostinho Correia Monteiro, Diretor Presidente da Associação Assindes Sermig, que administra o Arsenal, numa parceria com o Arsenal de Turim, na Itália. Entre outros italianos que participam do trabalho do Arsenal da Esperança, está o padre Simone, também presente ao evento, que faz a narração do vídeo institucional que passou na hora da homenagem, e muito tocou os presentes, pelo trabalho abnegado, silencioso, porém efetivo de atendimento e acolhida a 1.200 pessoas em situação de rua ou fragilidade social por dia.

-Mamas pioneiras da San Gennaro – 45 anos – foram homenageadas, simbolizando todas as mamas e o corpo de voluntários da festa de San Gennaro, que este ano chega à sua 45ª edição, com início no primeiro final de semana de setembro. As seguintes senhoras receberam a homenagem: Carlota de Lourdes Levorlino e seu marido Alfonso Iervolino Jr. (in memoriam), por ter sido o primeiro organizador e idealizador da festa; A Margarida do Carmo, Myriam Salum e Neusa Martins Gomes.

Nesta ocasião, o padre da Paróquia San Gennaro, Claudiomiro Bispo, ressaltou a importância de todos os voluntários da festa e aproveitou para anunciar, oficialmente, o início da 45ª edição da Festa de San Gennaro. E a surpresa que as mamas e todos os convidados receberam, foi a presença marcante do cantor Ary Sanchez que cantou à capella “Mia Gioconda”, lembrando de Vicente Celestino, autor e intérprete dessa linda canção em português e italiano, assim emocionou-se ainda mais a platéia da noite.

-Menção honrosa a Nathália Gabriel – coordenadora do Teatro Arthur Azevedo - pelo apoio, e de toda sua equipe técnica, para a realização das duas primeiras edições do Encontro Histórico-Cultural da Mooca, “um evento que simboliza a cultura e o patrimônio histórico da Mooca e que, com certeza, merece a sua quarta edição. Esperamos vocês lá no Teatro, ano que vem”, exclamou Nathália, ao receber a homenagem.

O Museu da Imigração, antiga Hospedaria do Imigrante, também foi lembrado entre os homenageados, convite aceito, mas por não ter nenhum representante presente durante o evento, receberá a placa em tempo oportuno.

Dando continuidade ao evento da noite, o mestre de cerimônias, Evaldo Forli, também presidente do Rotary Vila Alpina, pediu que o Diretor-superintendente, Luiz Carlos Castan se dirigisse à frente, junto com o vice-presidente Giacinto Cosimo Cataldo, para junto aos presidentes dos Rotarys Club Mooca e Alto da Mooca, Bruno Maschiari e Rodolpho Barbosa, respectivamente, fizessem a entrega das placas de homenagem às empresas “Raízes da Mooca”.

Receberam a homenagem, as empresas representadas por seus diretores:

DISTRITAL MOOCA – Lorsa Jeans, Paulo Totaro, e Lorenzetti – Cláudio e Alexandre Lorenzetti.

ROTARY MOOCA - Wayback – Gestão de Negócios & Empreendimentos, Márcia Lustoza Tejo Frauches Viana, e Esfiha Juventus, recebida por Larissa Abrahão, em nome da avó, Wanda Abrahão.

ROTARY ALTO DA MOOCA - Juscon – Assessoria Contábil, Juraci José Pereira, e Lapefer, Miguel Jorge Locatelli.

Todos os homenageados receberam de presente um purificador de água “Gioviale”, cordialmente cedido pela Lorenzetti.

No final do evento, o parabéns a você e o bolo, com brinde pelos 462 anos da Mooca, como caminho de índios, jesuítas, imigrantes e de toda a gente que passa ou já passou por esse bairro paulistano e querido de todos.

A terceira edição do Encontro HIstórico-Cultural da Mooca e homenagem às empresas “Raízes da Mooca” aconteceu no Espaço Pyramid´s do Clube Atlético Juventus, e foi uma realização da Associação Comercial de São Paulo – Distrital Mooca, com patrocínio do Sicredi – Cooperativa de Crédito, e apoio dos seguintes parceiros que viabilizaram a terceira edição do Encontro Histórico-Cultural: Clube Atlético Juventus, Acqua Academia, Beth Florido, Castan Imóveis, Eleonora Business, Feijão Guto, Francisco Parisi, José Paulo Dias, Juscon Assessoria Contábil, Ópera Marketing, Sacada Pizzaria, Sul Óxido, Soneda Perfumaria e Tintas Canarinho.

 

 

 

 

Por ACSP