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EM JUNHO, VAREJO SE RECUPERA ABAIXO DO ESPERADO

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em
junho, as vendas do varejo restrito (que não considera veículos e material de construção)
subiram 1,5% sobre o mesmo mês de 2017, abaixo das expectativas do mercado (ver tabela), enquanto o volume comercializado no varejo ampliado (que inclui todos os setores), acelerou ligeiramente, mostrando alta de 3,7%. Em ambos casos, o crescimento ficou abaixo do registrado na leitura anterior, mantendo-se a mesma base de comparação. No resultado acumulado em 12 meses, que sinaliza a tendência “pura”, ambos tipos de comércio mostraram crescimento estável (3,6% e 6,7%,respectivamente).

Na comparação com junho do ano passado, no caso do varejo restrito, os destaques
positivos ficaram por conta das vendas dos supermercados e do ramo farmacêutico,
beneficiadas pela base de comparação fraca do ano passado, enquanto tecidos, vestuário e calçados e equipamentos de informática apresentaram contração. Por sua vez, para o varejo ampliado, a contribuição principal veio do volume comercializado de veículos, que mostrou forte crescimento.

Em síntese, as vendas do varejo, assim como o resto da atividade econômica, continuam
mantendo a tendência de recuperação, porém de forma mais lenta do que o esperado, num contexto de elevado desemprego, baixo crescimento dos salários e condições de crédito menos favoráveis.

 

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal