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PIB DO SEGUNDO TRIMESTRE SEGUE EM MARCHA LENTA

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno
Bruto (PIB) cresceu 1,0% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano
passado, confirmando o cenário de lenta recuperação da atividade sinalizado pelo
resultado do primeiro trimestre.

Sendo o PIB a soma de todos os bens e serviços produzidos e consumidos no País,
seu desempenho deve ser analisado em termos de seus componentes de demanda e de
oferta. Na Tabela abaixo, apresentamos a comparação entre as variações interanuais
dos períodos abril-junho e janeiro-março de 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo lado da oferta, pode ser observado que a agropecuária reduziu as perdas,
enquanto a indústria, o comércio e os serviços apresentaram desaceleração, refletindo
a greve dos caminhoneiros.

Do ponto de vista da demanda, o consumo das famílias continuou apresentando
crescimento modesto, refletindo o elevado desemprego e o fraco desempenho tanto do
crédito como da renda familiar. Os investimentos produtivos e em infraestrutura
(formação bruta de capital fixo) mostraram estabilidade na comparação com o primeiro
trimestre, provavelmente em função da elevada incerteza eleitoral, enquanto as
exportações mudaram de sinal em decorrência da paralisação dos transportes, da
“quebra” de safra e do cenário externo mais incerto. As importações arrefeceram em
linha com a lenta recuperação da economia.

Em síntese, os resultados do segundo trimestre continuam confirmando o
quadro geral de lenta recuperação da atividade, principalmente devido à incerteza
política, que reduz a confiança do setor produtivo, e a elevada taxa de desemprego. Não
há perspectiva de mudança dessa situação para o restante do ano, considerando,
ademais, o agravamento da crise internacional que atinge a vários países emergentes,
especialmente a Argentina, e a “guerra comercial” entre Estados Unidos e China.

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal