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SERVIÇOS SEGUEM VAREJO, E FRUSTAM AS EXPECTATIVAS EM JULHO

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o
volume de serviços prestados apresentou queda de 2,2%, em julho, livre de efeitos
sazonais, em relação a junho, configurando o pior resultado mensal desde 2011. Na
comparação com o mesmo mês de 2017, também houve recuo, que alcançou a 0,3%,
enquanto no acumulado em 12 meses a retração (-1,0%) continuou sendo menor do que
a observada na leitura anterior (ver tabela abaixo).

Os resultados mensal e anual frustraram as expectativas de mercado, e são
reflexo do elevado desemprego e do fraco crescimento da renda, além do fato de que
em junho ocorreu uma aceleração dos pedidos de frete, pela incerteza em relação à
duração da paralização dos caminhoneiros, gerando excesso de demanda, que se
dissipou no mês seguinte. Em relação a julho do ano passado, as maiores contribuições
negativas estiveram representadas por serviços profissionais, administrativos e
complementares e serviços prestados às famílias. As atividades turísticas também
apresentaram contração.

Em síntese, o setor serviços ainda mostra desempenho bastante fraco, embora
sua contração siga perdendo força. Se os salários e a ocupação continuarem
aumentando nos próximos meses a perspectiva é de que o setor mantenha a tendência
de lenta retomada.

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal