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INFLAÇÃO ANUAL ACELERA EM OUTUBRO

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro, o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou a maior alta para o
mês desde 2015 (0,45%). As maiores contribuições estiveram dadas pelos grupos de
transportes, ainda pressionado pelo comportamento altista dos preços de combustíveis, e alimentação e bebidas. Em 12 meses, a inflação “oficial” avançou para 4,56%, (ver tabela abaixo), afastando-se ligeiramente da meta de inflação anual (4,5%).

No caso do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve forte desaceleração, entre setembro e
outubro, de 1,79% para 0,26%. Esse resultado se explica fundamentalmente pela menor intensidade dos aumentos dos preços das matérias primas (IPA), devido ao expressivo recuo da taxa de câmbio, ocorrido após as eleições. Ainda assim, devido à baixa base de comparação do ano passado, o resultado em 12 meses acelerou para 10,51%.

Sintetizando, o IPCA segue ligeiramente acima da meta de inflação perseguida
pelo Banco Central, enquanto o IGP-DI também permanece pressionado em termos
anuais. Contudo, a expectativa para os próximos meses é de desaceleração de ambos.
No primeiro caso, pesarão as quedas dos preços da energia elétrica, após o fim da
bandeira vermelha, e dos combustíveis, refletindo o repasse da redução do valor da
gasolina na refinaria, enquanto, no segundo, a menor cotação do dólar será importante
fator de descompressão.

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal