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EM SETEMBRO, VAREJO REGISTRA VENDAS ABAIXO DO ESPERADO


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em setembro, o volume de vendas do varejo restrito (que não considera veículos e material de construção) se manteve praticamente estável (0,1%), na comparação com igual mês do ano passado, ficando abaixo das expectativas de mercado (ver tabela abaixo). O varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, também decepcionou, apresentando leve alta (2,2%), na mesma base de comparação. Os resultados acumulados em 12 meses (2,8% e 5,8%, respectivamente) desaceleraram em relação à leitura anterior.

Os resultados fracos de setembro se explicam pela maior base de comparação de 2017, com vendas impulsionadas pela liberação do PIS e do FGTS, pelo alto desemprego, pelas ainda elevadas taxas de juros e pela aceleração da inflação, motivada pela elevação dos preços de combustíveis e de energia elétrica e pela maior taxa de câmbio.

Em síntese, o ritmo de recuperação das vendas do comércio desacelerou em setembro, porém isso não significa o fim da retomada. Se a confiança do consumidor continuar se recuperando, após a dissipação das incertezas eleitorais, e o mercado de trabalho continuar a mostrar sinais de melhora, pode-se esperar que, durante os próximos meses, as vendas do varejo cresçam de forma mais intensa.

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal