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Em abril, a atividade industrial cresceu 8,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando as expectativas dos analistas de mercado. Esse resultado, porém, foi fortemente influenciado pela existência de três dias úteis a mais em relação a abril de 2017 (ver tabela abaixo). Apesar disso, o setor continua dando sinais de recuperação, ao mostrar aumento de 4,5% nos primeiros quatro meses do ano e de 3,9% no acumulado em 12 meses.

Na comparação com abril de 2017, todas as categorias econômicas apresentaram expansão. No caso dos bens duráveis, os destaques ficaram para veículos, cuja produção foi impulsionada pelas exportações, e para os artigos de informática e
eletroeletrônicos, devido ao “efeito Copa do Mundo”. Para os bens de capital, as maiores contribuições estiveram associadas aos equipamentos destinados ao transporte e construção, enquanto nos bens intermediários, o “motor” foi o setor de
autopeças. Finalmente, na categoria de semiduráveis, os resultados mais positivos se concentraram na produção de alimentos e confecções.

Em síntese, o desempenho da indústria em abril surpreendeu favoravelmente, mas a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida no fim de maio, provavelmente gerará recuo da atividade. De qualquer forma, do ponto de vista anual, a recuperação do setor
seguirá em marcha, embora de forma ainda lenta e desigual entre os diversos

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal