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De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, em maio, a receita real do setor apresentou recuo de 3,8%, em relação a abril. Trata-se do pior resultado desde janeiro de 2011, quando a PMS começou a ser divulgada, puxado pelos transportes terrestres, que mostraram queda de 15%.

Em relação ao mesmo mês de 2017, também houve declínio de 3,8% da receita real do setor (ver tabela abaixo), com contração de todas as cinco categorias incluídas na pesquisa, destacando-se novamente o segmento de transportes terrestres. Nos primeiros cinco meses do ano, a retração dos serviços ganhou mais intensidade (-1,6%) do que a observada no período janeiro-abril (-0,6%). Finalmente, no acumulado em 12 meses, que indica de forma mais clara a tendência, a retração foi de 1,6%, maior do que a anotada em abril (-1,4%), porém, bastante menos intensa do que a registrada nos meses anteriores.

 

 

Em síntese, o setor serviços, que representa cerca de 70% do PIB, ainda mostra recuo em termos de seu volume transacionado, ao contrário da indústria e do comércio. Em maio, esse recuo se intensificou devido à paralização dos transportes, e foi mais fortemente sentido pela importância do transporte terrestre, “pivô” do conflito. Apesar de que junho ainda deverá refletir o impacto negativo dessa injustificada greve, comprometendo o desempenho da atividade econômica durante o segundo trimestre, a tendência daqui para frente é de normalização da atividade do setor.

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal