ACSP
ACSP

O resultado da produção industrial em novembro, divulgado pelo IBGE, surpreendeu positivamente, ao apresentar crescimento de 4,7% na comparação com igual mês do ano anterior, superando a expectativa do mercado que era aumento de 3,9%. Trata-se da sétima alta consecutiva, que elevou para 2,3% o acumulado do ano e para 2,2% em doze meses, ante +1,5% na leitura anterior.

Os bens duráveis registraram alta expressiva de 15,2% na comparação interanual, com destaque para veículos (18,8%), seguidos de móveis (13,6% e Informática e eletrônicos com 12,8%. Também os bens de capital (BK) tiveram desempenho positivo na mesma base de comparação, (8,1%), puxados pelos de transportes (13,3%) e para construção (72,7%).

Os semiduráveis apresentaram alta menos expressiva (3,0%), devido ao resultado ligeiramente negativo ( -0,2%) de vestuário e calçados, enquanto nos bens intermediários o aumento foi 4,2%, com destaque para as autopeças (15,7%).

Embora a base de comparação ainda seja fraca, o resultado da indústria é bastante significativo não só pelo crescimento contínuo nos últimos sete meses, mas também por abranger todas as categorias, tanto as voltadas para o mercado externo como para o interno, o que permite esperar que a taxa de crescimento do setor industrial possa se acelerar nos próximos meses.

Isto porque além do cenário externo continuar favorável, a recuperação do consumo doméstico, puxada pela queda da inflação, a melhora da renda, a ligeira queda do desemprego, de um lado, e pela redução dos juros, dilatação dos prazos do crédito e diminuição da inadimplência de outro. Também o setor agrícola, mesmo com uma safra um pouco menor, deverá continuar a demandar fortemente bens de capital e insumos da indústria.

 

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal