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Em fevereiro, de acordo com o IBGE, as vendas do varejo restrito (que não considera veículos e materiais de construção) subiram apenas 1,3%, sobre o mesmo mês de 2017, bem abaixo das expectativas de mercado. Já o varejo ampliado (que inclui todos os segmentos), apresentou alta de 5,2%, na mesma base de comparação. Apesar disso, os resultados acumulados em 12 meses continuaram em trajetória ascendente (2,8% e 5,4%, respectivamente).

Na comparação com fevereiro do ano passado, as maiores influências positivas ficaram por conta das vendas dos supermercados e dos outros artigos de uso pessoal e doméstico, seguidos por móveis e eletrodomésticos, veículos, informática e material de construção. Esses resultados refletem a recuperação do poder de compra das famílias, a maior geração de emprego e o aumento do crédito, com menores juros e maiores prazos de financiamento. Na contramão, houve queda no volume comercializado de tecidos, vestuários e calçados.

Em síntese, o varejo segue em recuperação, após 11 meses de altas consecutivas mensais. Porém, flutuações no ritmo de crescimento indicam que é preciso reduzir ainda mais os juros, no contexto de surpresas baixistas da inflação.

 

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal