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Em março, segundo o IBGE, as vendas do varejo restrito (que não considera veículos e material de construção) subiram 6,5%, superando as expectativas de mercado, constituindo o 12º crescimento consecutivo, na mesma base de comparação. No caso do varejo ampliado (que inclui todos os segmentos) também apresentou alta, que chegou a 7,8%. Nos últimos 12 meses, os volumes comercializados de ambos tipos de varejo continuam apresentando elevação (3,7% e 6,2%, respectivamente).

Na comparação anual a expansão das vendas do varejo teve perfil desigual, com destaque positivo para o setor supermercados, beneficiado pela celebração da Páscoa no mês de março, pelos menores preços de alimentos e pelo aumento da renda das famílias. As vendas de veículostambém cresceram, afetadas positivamente pela menor base de comparação e pelas melhores condições do crédito. Na contramão, houve quedas das vendas de móveis e eletrodomésticos, informática, material de construção e tecidos, vestuário e calçados, explicadas pelo nível de desemprego ainda elevado, derrubando a confiança do consumidor.

Em síntese, o varejo continua se recuperando, porém de forma lenta e desigual, sugerindo a conveniência de o Banco Central continuar reduzindo a taxa de juros, num cenário de inflação baixa e elevada capacidade ociosa.

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal