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A inflação “oficial”, medida pelo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), continuou acelerando em junho, porém de forma mais intensa do que a registrada em maio, passando de 0,4% para 1,26%, respectivamente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o IPCA acumulado em 12 meses, que aproxima a alta de preços anual, alcançou a 4,39%, bastante acima da elevação anotada na leitura anterior (2,86% – ver tabela abaixo), porém próximo à meta anual perseguida pelo Banco Central (4,5%).

Os maiores impactos vieram da alta dos preços dos alimentos e bebidas e da gasolina, fruto da paralização dos caminhoneiros, ocorrida no final do mês de maio. A 
mudança da tarifa de energia elétrica para patamar superior (tarifa vermelha 2) também exerceu pressão sobre a inflação.

 

 

 

Por outro lado, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), também acelerou na passagem de maio para junho,
aumentando de 1,38% para 1,87%, respectivamente, fazendo “saltar” o IGP-M em 12 meses de 4,26% para 6,92%. A paralização dos caminhoneiros também explica grande parte desses resultados, aumentando a inflação no atacado (IPA), ao elevar os preços das matérias primas agrícolas (IPA AGRO) e industriais (IPA IND), que também foram pressionados pelo aumento da taxa de câmbio.

Em síntese, a inflação, tanto medida pelo IPCA como pelo IGP-M, continuou acelerando em junho, refletindo os efeitos do desabastecimento de combustível e
alimentos, decorrente da greve do transporte rodoviário. A elevação da cotação do dólar também contribuiu para o aumento dos preços no atacado. A perspectiva para os próximos meses é de desaceleração de ambos índices, devido à fraca recuperação da atividade econômica.

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal