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Em maio, devido à paralização dos caminhoneiros, ocorrida nas últimas semanas do mês, as vendas do varejo restrito (que não considera veículos e material de construção) e do ampliado (que inclui todos os setores), livres de efeitos sazonais, caíram 0,6% e 4,9%, respectivamente, segundo o IBGE.

Na comparação com maio do ano passado, houve aumento do volume comercializado de 2,7% no primeiro caso (ver tabela abaixo), se deve principalmente ao “salto” das vendas do ramo supermercadista. Esse “salto”, por sua vez, se explica pela existência de estoques de produtos não perecíveis, que minimizaram o impacto negativo do bloqueio das estradas, pelas compras da população motivadas pelo “medo” do desabastecimento e pela base de comparação fraca de 2017.

Porém, no caso do varejo ampliado, houve perda de força no crescimento, que alcançou a apenas 2,2%, na mesma base de comparação anterior, em decorrência tanto da queda nas vendas de material de construção, móveis e eletrodomésticos e informática, como pelo fraco desempenho das compras de veículos, segmentos muito dependentes do transporte rodoviário. Na variação acumulada em 12 meses, ambos tipos de varejo mantiveram crescimento relativamente estável (3,7% e 6,8%, respectivamente).

 

 

Em síntese, Apesar dos efeitos adversos da greve do transporte rodoviário sobre os resultados do varejo em maio, sua tendência de recuperação, medida pela variação em 12 meses, parece não haver se modificado, esperando-se normalização de seu desempenho, a partir de junho. O setor continua mostrando uma retomada lenta e desigual, num contexto de pequenos ganhos de poder aquisitivo, em função da inflação ainda baixa e elevado nível de desemprego.

Por IEGV - Instituto de Economia Gastão Vidigal