
Na quarta-feira (11), o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Roberto Mateus Ordine, reuniu-se, na sede da entidade, com Alexandre Arnone e Paola Comin, presidente e diretora do Instituto Global ESG, respectivamente. O encontro contou também com as participações da coordenadora do Conselho de Comércio Exterior (COMEx), Rita Campagnoli, e do superintendente de Serviços Institucionais da ACSP, Renan Luiz Silva. Na reunião, foi discutida a importância e os benefícios da implementação de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) e sustentabilidade para empresas no Brasil.
Em sua exposição, Arnone falou do trabalho desenvolvido pela sua organização, explicando que o Instituto Global ESG atua no assessoramento de empresas e órgãos governamentais em questões de sustentabilidade, salientando que a prática é um diferencial que agrega valor, melhora o desempenho e reduz custos ao empresariado.
Arnone e Paola relataram que a adoção de práticas de sustentabilidade e ESG não é um custo, mas um investimento estratégico que gera valor comercial e fiscal, essencial para a sobrevivência e o crescimento dos negócios em um cenário regulatório e de mercado em transformação. Além disso, pontuaram que as empresas têm se direcionado para a sustentabilidade nos últimos 25 anos, e quem não se atualizar corre o risco de desaparecer.
Foi lembrado que o novo grupo de consumidores, a Geração Z, prioriza e se fideliza a marcas com práticas sustentáveis comprovadas e ações de sustentabilidade, como, por exemplo, a neutralização de emissões de CO2, que geram imagem positiva e valorizam a marca.
Na conversa, o presidente do Instituto Global ESG afirmou que os eventos climáticos extremos são uma realidade ligada, essencialmente, à falta de práticas sustentáveis, afetando diretamente o comércio e a indústria. Outro ponto de alerta mencionado foi o “fim do greenwashing”. A partir de janeiro deste ano, as empresas listadas na Bolsa de Valores não poderão mais se autodeclarar sustentáveis. Ou seja, será exigida a certificação dos relatórios de sustentabilidade, aplicação que impactará toda a cadeia de valor e com as grandes empresas demandando, também, dos seus fornecedores, relatórios de sustentabilidade.
Sobre os benefícios fiscais de ações sustentáveis por meio do “TAX ESG”, tributação direcionada a questões ambientais, sociais e de governança, as empresas que demonstram projetos ou relatórios de sustentabilidade à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) podem obter benefícios como redução de multas e juros, possibilidade de uso de prejuízo fiscal e parcelamento de dívidas fiscais em prazos mais longos, de 60 para até 140 meses, conforme previsto na Lei do Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten).
No final da reunião, foi mencionada a possibilidade da realização de uma ação em conjunto entre ACSP e Instituto Global ESG para demonstrar, de forma clara e objetiva, aos empreendedores, os benefícios de desenvolver políticas voltadas à prática de ESG em seus negócios, com retornos, inclusive, tributários.
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Por ACSP - 12/02/2026