Balanço de Vendas de Outubro e projeções indicam retomada do comércio paulistano

Para os empresários paulistanos que sentiram os efeitos da pandemia no bolso, as notícias são positivas: de acordo com o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) referente à primeira quinzena de outubro, o pior da crise parece ter ficado para trás.

E mais: além de confirmar a retomada gradativa do comércio na capital paulista, os números indicam que a economia paulistana pode se recuperar ainda no fim deste ano.

De acordo com o estudo, na primeira quinzena de outubro o comércio registrou um crescimento de quase 40% nas vendas em relação ao mesmo período de setembro. Na comparação com outubro do ano passado, quando ainda não havia pandemia, as vendas caíram pouco mais de 10%.

Esse ritmo de recuperação deve ser notado até o final do mês, já que a curva de vendas tem crescido desde o início do afrouxamento das medidas de isolamento social e a reabertura dos estabelecimentos considerados “não essenciais” na capital, em junho deste ano.

Podemos afirmar que a economia já se recuperou?

Apesar dos números positivos, é preciso avaliar com cautela como a economia deve se comportar nos próximos dias e meses. Marcel Solimeo, economista da ACSP, explica que ainda é cedo para comparar a situação atual com o que vivíamos antes da pandemia, mas afirma que a plena recuperação pode estar bem próxima.

“Os números não significam que o comércio recuperou as perdas deste período de retração econômica”, alertou. “Mas mostram, claramente, que a queda vem se reduzindo e, por isso, provavelmente em dezembro as vendas já estejam no mesmo patamar que no ano passado”.

Dia das Crianças, Black Friday e Natal: o efeito das datas comemorativas

Se as datas comemorativas costumam impulsionar as vendas e reforçar o caixa dos comércios, em 2020 não foi diferente. Apesar do cenário de incertezas, com muitos consumidores receosos de sair às compras e varejistas com cautela para fazer estoques, em outubro a economia foi estimulada pelo Dia das Crianças.

No entanto, neste ano a comercialização de bens de menor valor foi predominante. Esse comportamento do consumidor pode ser reflexo de uma maior apreensão na hora de gastar, já que o auge dos efeitos econômicos da crise é recente. Além disso, o alto índice de desemprego e o achatamento da renda das famílias, causados pela pandemia, também podem ter influenciado essas escolhas.

Em novembro e dezembro, as expectativas para o comércio paulistano também são de boa movimentação, especialmente por conta das promoções da Black Friday e das compras de Natal.

Precisão nas projeções

A queda da economia já havia sido confirmada antes pelo Balanço de Vendas periódico da ACSP. Em março, por exemplo, quando as pessoas começaram a ficar em casa a partir da segunda quinzena, registrou-se um recuo de 27% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Nos meses seguintes, apontamos um balanço de -63,8% em abril e -67% em maio, também na comparação com o ano passado. Depois disso, houve uma recuperação gradual nos outros meses: -54,9% em junho, -47,7% em julho e -33,6% em agosto. Setembro, por sua vez, já apresentou um recuo nas vendas bem inferior ao registrado no início da pandemia: -14,6%.

Para acessar o comunicado completo da prévia do Balanço de Vendas de Outubro, clique aqui.


Por ACSP