Quando o assunto é contratação de crédito, os empreendedores - especialmente donos de micro e pequenas empresas - ainda não estão inseridos em um mercado favorável. No último semestre, um estudo divulgado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostrou que 65% desses empresários não pretendiam fazer empréstimos ou financiamentos nos próximos meses, e 25% deles apontaram as altas taxas de juros como justificativa. Mas, com as novas regras do cadastro positivo, que entraram em vigor em julho do ano passado, isso pode mudar.

Hoje, o Brasil é o país com o segundo maior spread bancário do mundo (32%), segundo o Banco Mundial. Sabe o que isso significa? Que, por aqui, há uma grande diferença entre os juros que os bancos pagam quando alguém investe seu dinheiro e as taxas que eles cobram ao oferecer empréstimos e outras modalidades de crédito.

O sistema funciona da seguinte maneira: antes de fornecer qualquer linha de crédito, as instituições financeiras avaliam questões tributárias, custos de operação e, principalmente, o risco envolvido em cada transação. Estas questões são fundamentais para definir as taxas de juros.

Quanto maior for a chance de inadimplência, mais arriscada é a operação, que passa a contar com taxas mais altas. Como consequência, o crédito fica mais caro para quem contrata. O  resultado não é nada bom para quem precisa de um empréstimo - seja para investir na expansão da empresa, quitar dívidas, levantar capital de giro ou atender a qualquer outra necessidade do empreendimento.

Novas regras do cadastro positivo: o que muda para o empreendedor?

Sem o cadastro positivo, as instituições financeiras acabam cobrando taxas altas mesmo dos bons pagadores. Isso porque, só com informações restritivas - que indicam se uma empresa está negativada ou não -, os bancos, fintechs e cooperativas de crédito não tinham dados suficientes para saber quem paga as contas em dia.

O cadastro positivo é um banco de dados que contém o histórico de pagamentos realizados pelo consumidor para comprovar que ele está cumprindo seus compromissos financeiros. Com essas informações, as empresas que oferecem empréstimos, financiamentos e outras linhas de crédito podem fazer análises mais completas e, então, oferecer taxas mais baixas.

Com as novas regras, a principal mudança é no formato de entrada de pessoas físicas e jurídicas: agora, todos participam automaticamente do banco de dados, e não precisam mais solicitar a inclusão. Antes, as empresas que deixavam de pagar suas dívidas eram incluídas apenas em um cadastro negativo, e a situação de restrição poderia ser encontrada por meio de órgãos de consulta.

A novidade deve aprimorar a avaliação dos hábitos de consumo das empresas. Isso porque, assim como uma pessoa física, pessoas jurídicas também têm um histórico de pagamentos a ser considerado, pois se relacionam com fornecedores e tem diversas despesas no dia a dia.

E os benefícios não param por aí: com o cadastro positivo, além de disponibilizar mais dados sobre a sua empresa para o mercado e ter facilidades no acesso ao crédito, o empreendedor também terá mais informações sobre os seus clientes sempre que acessar um órgão de consulta. Ao acessar a Boa Vista SCPC, por exemplo, o empreendedor tem acesso a informações mais assertivas e pode fazer negócios com mais segurança, o que reduz as chances de inadimplência e prejuízos financeiros.

Por que é importante democratizar o acesso ao crédito?

Hoje, o acesso ao crédito ainda é um obstáculo para os empresários de menor porte. Mais de um terço dos empreendedores ouvidos durante o estudo da CNDL, mencionado anteriormente, afirmaram que consideram difícil contratar empréstimos e financiamentos. As principais razões são o excesso de burocracia e exigências dos bancos (61%) e, novamente, as altas taxas de juros (47%).

No entanto, assim como um consumidor com baixa renda não é, necessariamente, um mau pagador, um pequeno negócio também não é sinônimo de problemas financeiros. Por isso, não é justo restringir o acesso ao crédito para o empreendedor por conta do porte da empresa.

O empreendedor pode ficar de fora do cadastro positivo?

A participação no cadastro positivo não é obrigatória. A qualquer momento, o empreendedor pode entrar em contato com um birô de crédito e solicitar a exclusão dos dados da sua empresa gratuitamente. Assim, as informações saem do banco de dados de forma automática e não ficam mais disponíveis para consulta.

Mas estar fora do banco não é interessante para o empresário. Isso porque, ao retirar as informações da base de dados, a avaliação de crédito da empresa passa a ser feita apenas por meio de informações restritivas (relacionadas à inadimplência), o que pode prejudicar a liberação do empréstimo. Não precisa ter receio: os seus dados só podem ser usados para compor a pontuação de crédito do seu negócio - o score.

Imprevistos financeiros podem prejudicar a empresa?

Imprevistos financeiros podem acontecer com qualquer empresa - inclusive aquelas que se organizam e mantêm as contas em dia. Em algum momento, o empreendedor pode se esquecer de pagar uma conta ou não ter dinheiro para quitá-la na data exata do vencimento, mas a sua avaliação no cadastro positivo não será prejudicada por isso.

Na análise de crédito, o consumidor é classificado pelo seu comportamento médio. Por isso, o conjunto das informações que compõem o cadastro positivo, ou seja, o histórico de pagamentos, é mais importante do que situações pontuais.

Todos saem ganhando

Mais do que contribuir com a vida do empresário e consumidor, o cadastro positivo gera impactos à economia brasileira.

Em outros países economicamente relevantes, como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, a experiência com a implantação no cadastro positivo trouxe bons resultados: a oferta de crédito cresceu, a taxa média de juros caiu e as próprias instituições financeiras foram beneficiadas, já que passaram a emprestar dinheiro de forma menos arriscada.

Além disso, vale lembrar que o acesso a linhas de crédito mais baratas pode auxiliar a parcela mal endividada da população a organizar o orçamento e, com as finanças em ordem, aquecer a economia.

 

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Por ACSP