Como você calcula o preço de venda dos produtos e serviços que a sua empresa oferece? Será que você está mesmo fazendo isso da melhor maneira? Vamos falar um pouco sobre o assunto e trazer um exemplo para te explicar melhor.

Sônia decidiu abrir uma loja e revender linhas de costura. Ela encontrou um fornecedor confiável e compra cada linha dele por R$ 1. Este é o custo variável da mercadoria. De cara, ela resolveu vender suas linhas por R$ 2 cada, imaginando que lucraria 100% do valor do produto. Mas não foi exatamente o que aconteceu.

A loja da Sônia está vendendo, em média, 800 linhas por mês, e o custo fixo total da empresa (que envolve o aluguel, energia, telefonia etc.) é de R$ 1.000. Vamos organizar essas informações:

Vendas: 800 linhas por mês

Custo unitário total: R$ 1

Preço de venda: R$ 2

Receita mensal (itens vendidos x preço de venda): R$ 1600

- Custo variável (preço das mercadorias): R$ 800

Sobra: R$ 800 (50% do valor da receita)

Custo fixo mensal: R$ 1.000

Total: - R$ 200

Se a Sônia vende 800 linhas a R$ 2 cada, fatura R$ 1600 reais por mês. Mas, depois de pagar o fornecedor, fica com apenas R$ 800, ou seja, 50% do valor, e não 100%, como ela havia pensado.

Desses R$ 800, ela ainda precisa tirar o custo fixo de R$ 1.000, o que faz com que o resultado da empresa seja de um prejuízo de R$ 200.

Sônia ficou confusa. Quando definiu o preço de venda das linhas, ela esperava ter um lucro de 100% sobre os custos, mas isso não aconteceu. E, daí, podemos tirar uma lição: para definir o seu preço de venda, é necessário fazer uma combinação desse preço com todas as despesas envolvidas, além de conhecer o que está sendo praticado no mercado, quanto o seu cliente está disposto a pagar pelo produto, os preços da concorrência e, principalmente, quanto as mercadorias estão custando para você.

O fato é que a Sônia quer continuar com a loja, mas não pode ficar no prejuízo e precisa fazer alguma mudança. Vamos imaginar dois cenários:

CENÁRIO 1

Sônia decidiu começar a vender suas linhas por R$ 1,50 (sim, mais barato do que antes!) e divulgar o preço como promoção na loja. Isso atraiu mais clientes, e ela aumentou suas vendas mensais para 3.000 linhas. Então, o faturamento dela subiu para R$ 4.500. Vamos organizar as informações mais uma vez?

Vendas: 3.000 linhas por mês

Custo unitário total: R$ 1

Preço de venda: R$ 1,50

Receita mensal (itens vendidos x preço de venda): R$ 4.500

- Custo variável (preço das mercadorias): R$ 3.000

Sobra: R$ 1.500 (33,3% do valor da receita)

Custo fixo mensal: R$ 1.000

Total: R$ 500

Mesmo diminuindo o preço de venda, Sônia saiu do prejuízo e passou a lucrar R$ 500 mensais com a venda das linhas de costura. Percebeu a diferença? Vamos imaginar, agora, outra situação.

CENÁRIO 2

Percebendo que não estava lucrando, a empresária decidiu dobrar o preço das linhas. Ela passou, então, a comercializar os itens por R$ 4 cada. Acontece que os clientes perceberam esse aumento significativo e, por isso, as vendas caíram pela metade: por mês, ela conseguiu vender apenas 400 linhas. Como ficou essa conta?

Vendas: 400 linhas por mês

Custo unitário total: R$ 1

Preço de venda: R$ 4

Receita mensal (itens vendidos x preço de venda): R$ 1.600

- Custo variável (preço das mercadorias): R$ 400

Sobra: R$ 1.200 (75% do valor da receita)

Custo fixo mensal: R$ 1.000

Total: R$ 200

Com essa estratégia, Sônia passou a faturar R$ 1.200 por mês, e depois de arcar com os custos fixos do negócio, sobraram apenas R$ 200. Perceba que, mesmo vendendo a mercadoria a um preço maior, ela lucrou menos do que no cenário 1 graças à queda no número de vendas.

Após avaliar esses dois exemplos, percebemos que, para ter um preço de venda ideal, você precisa fazer uma análise financeira e, também, uma análise de mercado. Assim, você pode oferecer preços mais adequados para alcançar melhores resultados e, principalmente, atender à necessidade do seu cliente.

Ficou mais fácil definir o seu preço de venda? Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado!

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Por ACSP