De pequenos reparos a grandes reformas, qualquer tipo de obra pode causar transtornos e costuma ser uma dor de cabeça para todo mundo. Ou quase todo mundo. A Priscila, coordenadora de Infraestrutura da ACSP, não vê problema algum em lidar com isso.

Ela e a sua equipe garantem que as estruturas e instalações da sede e distritais da entidade estejam sempre preservadas e respeitando todas as normas necessárias para que os colaboradores, associados e visitantes possam desfrutar de ambientes seguros e acolhedores. O trabalho não é simples: para evitar grandes problemas, uma de suas funções é estar sempre atenta às manutenções dos espaços, sejam elas corretivas, para fazer reparos, ou preventivas, com o intuito de precaução, para manter a integridade dos imóveis.

No dia a dia, ela precisa de muita atenção e, principalmente, agilidade. “Eu não sou de ficar esperando. Sempre que percebo qualquer coisa, já vou lá e faço”, diz Priscila. “Eu procuro o problema primeiro, não espero que ele venha até mim. E eu sempre digo isso: na minha área, se eu ficar esperando o problema chegar, ele pode vir muito maior, e aí eu vou ter que correr mais. Então eu estou sempre vigilante”, conta a coordenadora.

Além dos funcionários responsáveis pela manutenção, Priscila coordena as equipes de limpeza, segurança e recepção.

E não é só no trabalho que ela gosta de fazer consertos. De sua mãe, ela herdou a curiosidade de aprender coisas novas e fazer todos os reparos necessários em casa. “Lá, eu também gosto de resolver as coisas rápido. Esses dias, eu estava com um problema no microondas, e descobri que só precisava trocar o capacitor. Era coisinha barata, simples de resolver. Desmontei tudo, montei novamente e consertei”, contou. “É um conhecimento que eu levo para a vida, sabe? Às vezes o pessoal da família também me liga querendo saber como é que se conserta tal coisa, e eu gosto de ajudar”, completa.

Priscila entrou na Associação Comercial de São Paulo aos 18 anos de idade, como recepcionista terceirizada. Depois de algum tempo, passou a integrar o quadro de colaboradores da instituição e atuar na recepção da Presidência; e, posteriormente, como secretária no jornal Diário do Comércio, onde ficou por cerca de 10 anos. “Depois de alguns anos, fui chamada para ficar na Infraestrutura. Eu fui, comecei a observar, aprender o serviço e fui fazendo cursos de elétrica, hidráulica... Eu queria mais conhecimento, aprender sempre mais, porque já gostava muito da área”, relembra.

Priscila foi crescendo na Associação até que, em 2017, chegou à coordenadoria. “Eu ganhei várias responsabilidades, novas funções e bastante trabalho. Mas eu e a equipe nos organizamos muito bem para fazer tudo acontecer”, conta.

O mercado de manutenção predial, bem como outras áreas relacionadas à Construção Civil, é tradicionalmente masculino – embora a presença de mulheres venha crescendo. Esse cenário fez com que Priscila já sofresse preconceito. “Chegaram a me falar que eu não conseguiria, muita gente não acreditou no meu potencial. E, no começo, foi um desafio. Chegar em uma obra com dez caras, fazer com que eles te respeitem... Primeiro, por ser mulher. Segundo, pela idade, porque eu era bem nova e encontrei pessoas que já trabalhavam na área há muito mais tempo. Mas eu fui mostrando o meu trabalho e conquistando respeito, recebendo elogios pelos resultados... Hoje, os homens com quem eu trabalho até falam ‘nem adianta tentar mentir para você ou te enganar, porque você já conhece as coisas’, brinca.

Priscila conta que, para ela, ser uma gestora é “muito tranquilo”. “Para tudo o que [os funcionários] me pedem, eu estou sempre ali, ajudo sempre que posso e fico atenta à maneira como eu me comunico com eles. Quando eu me relaciono com as meninas da recepção, por exemplo, já tenho uma ideia da rotina delas, do que elas gostam ou não. Eu já vivenciei isso, então tudo fica mais fácil. Hoje, na posição que eu ocupo, muitas vezes eu também lembro dos meus antigos gestores e entendo muitas coisas que, antes, eu não entendia”, confessa.

Mesmo com muito conhecimento, Priscila não quer parar de evoluir. Ela conta que pretende fazer novos cursos, aprender sempre mais e que incentiva os seus funcionários a fazerem o mesmo. Nós, da ACSP, desejamos que ela e toda a equipe continuem crescendo conosco!

 

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Por ACSP