Nas últimas semanas, a cidade de São Paulo começou a reabrir alguns estabelecimentos. Depois dos comércios em horário reduzido, em agosto, foi a vez dos bares, restaurantes, barbearias e salões de beleza ganharem autorização para funcionar até às 17h. De lá para cá, alguns estabelecimentos tiveram movimento intenso e pouca proteção contra o coronavírus.

Mas, agora que as restrições estão sendo reduzidas para o comércio e serviços não essenciais, muitos empreendedores se deparam com um novo desafio: como planejar a retomada do negócio em meio à pandemia? Quais procedimentos adotar para que a saúde dos funcionários e clientes seja preservada? Pensando nisso, listamos alguns cuidados necessários para esse momento. Confira, a seguir:

Distanciamento social: como ele pode funcionar na sua empresa?

Manter uma distância mínima de um metro e meio entre as pessoas é uma das medidas mais eficazes para evitar o contágio do coronavírus, e por isso a ideia tem sido amplamente divulgada. Mas, como isso pode funcionar na sua empresa?

Se no seu comércio os clientes são atendidos no balcão, por exemplo, fazer demarcações no piso com fitas de sinalização é uma possibilidade para manter o público afastado. Além disso, vale utilizar barreiras físicas, como faixas de proteção e cartazes comunicando a necessidade de respeitá-las.

As empresas que oferecem serviços, por sua vez, podem priorizar o atendimento mediante agendamento. Isso garante que a loja tenha sempre um cliente por vez e ainda sobre um tempo para higienizar pelo menos as superfícies de maior contato no intervalo entre os atendimentos.

Outra estratégia muito utilizada é a instalação de divisórias de vidro ou placas de acrílico entre estações de trabalho, nas recepções e expedições. Fique atento para que a barreira seja funcional. Se a ideia é afastar os funcionários do público, garanta que a proteção tenha uma boa cobertura, inclusive nas laterais do balcão.

Conte com máscaras extras no estabelecimento

O uso de máscara é outra medida efetiva de proteção, e seu cumprimento é obrigatório em todo o estado de São Paulo. De acordo com o Decreto Estadual 64.959, que passou a valer em 1° de julho, os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviço que desrespeitarem essa determinação serão penalizados. O valor da multa para empresas é de R$ 5.025,02 por pessoa sem a devida proteção.

Para evitar penalizações, além de exigir que os clientes usem máscaras para entrar no estabelecimento, é interessante ter máscaras extras disponíveis no comércio, para atender funcionários clientes que possam ter esquecido a sua. Tenha, também, lixeiras fechadas para o descarte desses itens.

Além disso, fique atento ao tempo de efetividade das máscaras: de acordo com especialistas, cada uma deve ser usada por até quatro horas, quando deixam de ser eficazes. Se estiver umedecida em menos tempo, a máscara precisa ser trocada imediatamente.

Higiene pessoal e do ambiente

Há quem acredite que, para evitar contaminação, basta manter as mãos higienizadas e usar álcool em gel de tempos em tempos. Mas algumas instituições como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos já comprovaram que o vírus sobrevive em diferentes superfícies. Por isso, reforçar as tarefas de higienização e desinfecção do estabelecimento, com álcool 70% ou solução com água sanitária, é fundamental.

Incentive os funcionários a lavarem as mãos regularmente, colocando avisos que reforçam a importância da higiene pessoal. Além disso, mantenha frascos de álcool em gel sempre disponíveis e em local de fácil visualização.

Avalie os riscos

No período de retomada, as maiores precauções devem ser voltadas às pessoas que fazem parte do grupo de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas. No entanto, vale lembrar que os indivíduos que não se enquadram nessa categoria podem contaminar pessoas mais vulneráveis com quem convivem.

Lembre-se: além do seu estabelecimento, os funcionários que deixam suas casas para trabalhar também estão expostos ao vírus nas ruas e no transporte, durante o deslocamento. Por isso, se possível, aproveite o período de baixa demanda — se for o caso da sua empresa — para fazer um revezamento de equipe ou manter os seus colaboradores trabalhando remotamente por mais tempo.

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Por ACSP