Em 1980, o advogado Roberto Mateus Ordine tomou uma decisão: tornar-se voluntário da Associação Comercial de São Paulo. Ele, que sempre gostou de frequentar reuniões públicas e conhecer novas entidades, viu na ACSP a oportunidade de usar o seu conhecimento na área tributária para contribuir com uma causa que defendia. “Sempre acreditei na livre-iniciativa, e a Associação é mais do que uma defensora desse princípio: é a casa do empreendedor”, comenta Ordine. “Lembro que, na Distrital Centro, comecei a participar das reuniões do Conselho da Pequena e Média Empresa, do Conselho Tributário e me envolvia em tudo o que se referia a questões jurídicas”, ele recorda.

Já na década de 90, Ordine compunha a Diretoria da Associação. Neste período, participou do desenvolvimento de importantes projetos de fomento ao empreendedorismo e desenvolvimento social. Um deles foi a fundação do CAMP Centro (Centro de Aprendizagem e Melhoramento Profissional), uma entidade de assistência social que até hoje capacita e encaminha milhares de jovens ao mercado de trabalho.

Ordine foi, ainda, diretor superintendente da Distrital Centro, coordenador das 15 distritais da entidade e, hoje, ocupa os cargos de vice-presidente da ACSP e da FACESP (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo). Para ele, defender o empreendedorismo é apoiar o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, lutar por uma classe a qual ele pertence. Há 30 anos, ele administra, com o apoio de um sócio, um escritório de advocacia. “Todos os dias eu costumo acordar bem cedinho, vou nadar e, em seguida, vou para o escritório. Sou um dos primeiros a chegar para colocar as minhas atividades em dia, tenho algumas reuniões à tarde e um dia bem cheio. Quando eu vejo, já é hora de dormir”, ele conta. “Eu acho que, em uma sociedade, o pior que pode acontecer é os indivíduos se sentirem inúteis. Sem dúvida, viver assim seria, para mim, uma grande infelicidade”, admite Ordine.

Aos 77 anos de idade, ele diz que a rotina atarefada o deixa mais feliz do que cansado. Mas tem uma coisa que o deixa mais satisfeito do que estar ocupado: passar o fim de semana com a esposa, com quem está prestes a completar 50 anos de casado. “Nesses dias, eu procuro descansar. Lembro que quando a gente era mais jovem tinha mais programas em família, saíamos bastante com os filhos pequenos. Hoje, a gente se diverte com nossas duas netinhas, e eu não preciso de mais do que isso para ser feliz”, afirma.

Trabalho na ACSP

A cada gestão, a Associação Comercial de São Paulo conta com alguns vice-presidentes. Na atual gestão, liderada pelo empresário Alfredo Cotait Neto, Ordine ganhou a responsabilidade de conduzir e organizar os trabalhos desenvolvidos nas distritais. “As distritais são os braços e os ouvidos da Associação Comercial”, afirma o vice-presidente. “Por meio das ações realizadas em cada uma a gente consegue impactar as comunidades de bairros, apoiar o comércio local, identificar os problemas de cada região e levar para esses lugares mensagens importantes”, ele explica. “Nos últimos dias, por exemplo, estamos desenvolvendo campanhas de apoio às reformas Tributária e da Previdência em todas as unidades. Precisamos ter consciência de que, para o Estado sobreviver e a economia se desenvolver, a aprovação desses projetos é fundamental”, defende Ordine.

Cidade em transformação

“Todos os anos a Associação Comercial tem enormes desafios, porque a cidade de São Paulo tem um ritmo muito dinâmico”, comenta o vice-presidente. “O Centro, por exemplo, não tem, hoje, as mesmas características que tinha há 20 anos. Antes, o comércio na região tinha uma força maior, mas, com o passar do tempo, a população foi crescendo nos bairros mais afastados. E onde tem mais gente, surgem mais negócios”, explica Ordine. “O perfil das regiões de São Paulo está sempre mudando, e precisamos estar atentos a isso para que nossas ações estejam sempre alinhadas às necessidades e características dos bairros”, complementa.

Mudanças necessárias

Ordine espera que até o final da gestão, em 2021, a Associação Comercial sofra as mudanças necessárias para se tornar mais moderna. “Toda instituição precisa rejuvenescer constantemente, e com a Associação não é diferente. Essa é a preocupação da atual gestão: atrair mais jovens, criar uma comunidade empreendedora mais ativa e mais moderna, que acompanhe as tendências”, afirma. “Porque o comércio que a gente conheceu lá atrás era diferente: a gente só comprava alguma coisa se fosse buscar na loja; e hoje, graças aos meios eletrônicos, o comércio vai até você. Precisamos acompanhar as tendências”, conclui.

 

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Por ACSP