A escalada do novo coronavírus gerou grandes impactos no desempenho de micro e pequenas empresas brasileiras. Mas, apesar da crise, muitas delas estão conseguindo sobreviver e até exportar. Hoje, as que mais enviam produtos ao exterior são as que trabalham com o fornecimento de commodities, como energia, minérios e alimentos como soja e carne.

É verdade que, para muitas companhias, o momento não é dos melhores para comercializar produtos e serviços para fora. Isso porque grande parte dos pequenos negócios exportadores do Brasil são produtores de manufatura, uma área muito prejudicada durante a pandemia. Nela, se encaixam as indústrias de calçados, joias e de confecções de moda – setores com os comércios fechados graças às medidas de isolamento social.

Para os empreendedores que fazem parte desse grupo, o período atual pode servir para reforçar o planejamento e adquirir o conhecimento necessários para dar início às exportações com a retomada das atividades.

Comércio Exterior e oportunidades de crescimento

Atualmente, o Brasil possui cerca de 20 000 empresas exportadoras. Entre elas, 40% são pequenos negócios. Mas a participação brasileira no comércio internacional só chega a 1% – número pouco interessante para uma nação que figura entre as maiores economias do mundo.

Ampliar esse índice traria consequências muito positivas ao país, e não apenas a nível econômico. Mais do que endossar o PIB (Produto Interno Bruto), a medida geraria empregos e melhorias à qualidade de vida da população.

Diante dessas oportunidades, instituições como a São Paulo Chamber of Commerce promovem atividades para disseminar a cultura exportadora entre as empresas e apoiar os empreendedores brasileiros que desejam comercializar seus produtos no exterior. As iniciativas vão desde capacitação e planejamento para exportar ao apoio à formação de preços e gestão de contratos.

Na pandemia, a São Paulo Chamber of Commerce quer reforçar a internacionalização de empresas e ajudar mais brasileiros a identificar oportunidades de negócio além das fronteiras. Em maio, a instituição deu início à produção de uma série de conferências online – os webinars – com a participação de especialistas para orientar empresários interessados em exportar.

A programação traz conteúdos abrangentes, que vão desde dúvidas básicas sobre o processo de exportação a orientações mais específicas, como estratégias para encontrar bons parceiros de negócios em determinados países. Para conferir e acompanhar a agenda de eventos, basta clicar aqui.

Afinal, como começar a exportar?

Em determinada fase de sua jornada empreendedora, muitos empresários sentem a necessidade de comercializar seus produtos e serviços em outros países, mas não sabem como começar. Se você também está nessa situação, listamos seis etapas importantes para ingressar nessa nova etapa. Confira:

1 - Faça uma avaliação criteriosa da sua empresa

Mesmo que esteja tudo bem, faça uma nova análise de todas as áreas do seu negócio. Avalie o processo de fabricação, a situação dos colaboradores e o cenário de vendas. Assim, fica mais fácil perceber se a sua empresa realmente pode suportar esse novo passo ou se será necessário realizar novos investimentos. É muito importante que você tenha fôlego suficiente para tomar essa decisão.

2 - Escolha um mercado apropriado para trabalhar

Faça um estudo dos países que poderiam receber seus produtos. Identifique quais são os seus pontos fortes e fracos, a situação da concorrência e a cultura do país – afinal, um produto que é sucesso de vendas no Brasil pode não ser tão bem aceito em outros territórios. Essa pesquisa pode evitar erros graves de estratégia.

3 - Observe a demanda em potencial do país

Verifique se o país com o qual você planeja iniciar relações comerciais pode consumir um volume de produtos que justifique todo o seu trabalho. Uma nação que importa produtos semelhantes aos que sua empresa oferece pode ter maior tendência a aceitá-los.

4 - Conheça a situação econômica do território

Pode ser que o país para onde sua empresa planeja exportar esteja passando por uma crise ou que sua população esteja adaptando suas prioridades de consumo. Se isso acontecer, seu negócio pode ter grandes dificuldades para fazer sucesso nesse mercado.

5 - Priorize países que tenham culturas parecidas com a do Brasil

Tente iniciar as exportações para países mais próximos e com culturas mais parecidas com a nossa. Assim, os seus custos de frete são bem menores e os seus produtos podem ser aceitos com mais facilidade.

6 - Procure apoio especializado

As dicas anteriores são mais abrangentes e podem ser aplicadas em empresas com diferentes ambições, áreas de atuação e necessidades. No entanto, vale lembrar que cada país possui determinações e características específicas e que cada mercado exige processos diferentes de documentação, além de apresentar custos distintos. Por isso, buscar apoio especializado é muito importante para tirar os planos de exportação do papel de forma bem-sucedida. Nesse momento, lembre-se que instituições como a São Paulo Chamber of Commerce possuem profissionais experientes e capacitados a oferecer as melhores orientações para você.

 

 

 


Por ACSP