Secretário do Verde e Meio Ambiente palestra em reunião do CPU da ACSP

São Paulo, 8 de maio de 2024 - Nesta quarta-feira (8), o Conselho de Política Urbana (CPU) e o Núcleo de Estudos Socioambientais (NESA) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promoveram uma palestra com o tema “Os desafios ambientais para a cidade de São Paulo”, com a participação de Rodrigo Pimentel P. Ravena, secretário do Verde e Meio Ambiente do município, que recebeu as boas-vindas de Antônio Carlos Pela, vice-presidente da ACSP e coordenador do CPU, e de Alessandro Azzoni, coordenador executivo do NESA.

No início do evento, Pela destacou ao secretário que o CPU acompanha os principais projetos de política urbana e questões importantes sobre a cidade de São Paulo. “É inegável a recorrência e urgência da temática ambiental nos debates globais em diferentes setores, sobretudo no tocante à implementação de políticas públicas que diz respeito à ampliação e proteção das áreas verdes dos diferentes cenários urbanos”.

Vanessa Giroto Muniz, arquiteta do CPU, fez uma apresentação sobre os desafios ambientais compartilhando alguns dados do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR), ferramenta brasileira pioneira no mundo que permite uma visão geral e integrada das 5.570 cidades do país em cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Já o Mapa da Desigualdade de 2023, estudo sobre indicadores dos 96 distritos da cidade, revela a distância socioeconômica entre as melhores e piores regiões de São Paulo, aponta o distrito de Marsilac com maior cobertura vegetal de 97,51%. E o bairro do Brás com a pior cobertura com 5,57%”, enfatizou.

Rodrigo comentou sobre os principais desafios da secretaria e ressaltou que vivemos em um ambiente urbano. “São Paulo possui cerca de 640 mil árvores nas ruas, isso sem contar os parques e as unidades de conservação. A gestão desse patrimônio ambiental levou a criação de planos de manejo por bairros para entender que árvore está no lugar certo ou no errado, que árvore ocupa uma calçada pequena referente ao tamanho que ela tem, que tipo de vegetação mantenho nas áreas de proteção ambiental, entre outros. Tudo isso já foi catalogado”.

O secretário também comentou sobre as mudanças climáticas. “De forma geral, uma política pública para enfrentamento contra as mudanças climáticas numa cidade como São Paulo precisa ser a de longo prazo, identificando as ações valiosas e aquelas que precisam ser alteradas. A cidade precisa de mais verde e diminuir as emissões de poluentes atmosféricos por existir uma diferença muito grande entre Marsilac e a Sé, então é necessário identificar que ações são necessárias para proteger o município. Precisamos repensar o jeito de circular na cidade e na mobilidade, e eu arrisco a dizer que ela não é elétrica, é apenas parcialmente, porque ainda falta infraestrutura”.

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Por ACSP