O nome “burnout” vem do inglês e significa “reduzir a cinzas”, “combustão completa” ou “queimar até o fim”. Mas você já ouviu falar na síndrome de burnout? Trata-se um esgotamento físico e mental resultante de uma vida profissional sobrecarregada e desgastante.

O problema atinge uma parcela significativa dos profissionais brasileiros. Um estudo desenvolvido pela International Stress Management Association do Brasil (ISMA-BR) mostrou que a síndrome atinge 30% da nossa população economicamente ativa (PEA).

Entre os entrevistados que sofriam de burnout, 94% afirmaram que se sentem incapacitados e 89% confessaram que praticam presenteísmo, ou seja, estão presentes no trabalho, mas não conseguem realizar as tarefas propostas. Além disso, 47% dos trabalhadores acometidos pela síndrome sofrem de depressão.

Sintomas

Os sintomas da síndrome de burnout podem ser confundidos com estresse ou desânimo passageiros, mas o quadro é muito mais sério e merece atenção. Os profissionais afetados costumam sofrer exaustão física e emocional, ansiedade, desânimo acentuado, dificuldade de sentir prazer e de raciocinar, irritabilidade, preocupação excessiva, alterações do sono, sentimentos de incapacidade ou inferioridade, falta de motivação e criatividade.

Sem o tratamento adequado, o quadro pode evoluir. Em estágios mais avançados da síndrome, o indivíduo pode sofrer de transtornos mentais e doenças físicas. Entre os sinais e sintomas físicos mais comuns da síndrome de burnout, estão: dores de cabeça, enxaqueca, transpiração, fadiga, pressão alta, alteração nos batimentos cardíacos, dores musculares e problemas gastrointestinais.

Fuga perigosa

Para aliviar a sensação de estresse e esgotamento, muitos profissionais recorrem ao consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, medicamentos sem prescrição médica e até drogas ilícitas, o que só piora a condição física e mental do indivíduo.

Perfil

A síndrome de burnout atinge principalmente pessoas que se dedicam muito à vida profissional e, por acharem que o seu trabalho não é devidamente reconhecido ou valorizado, se sentem frustradas. Isso normalmente acontece com colaboradores de dois diferentes perfis:

– Competitivos e ambiciosos: alguns profissionais têm dividir tarefas e tomam para si todo o trabalho e as responsabilidades. Esse comportamento favorece o acúmulo de funções e, consequentemente, o estresse.

– Inseguros: outras pessoas têm grande necessidade de reconhecimento e, ao mesmo tempo, não conseguem dizer “não”. Por isso, são capazes de colocar suas próprias necessidades em segundo plano em função do trabalho.

Tratamento

Geralmente, o tratamento da síndrome de burnout envolve psicoterapia e mudanças nas condições de trabalho. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode se fazer necessário, e o psiquiatra é o especialista mais indicado para diagnosticar e tratar o problema.

Prevenção

Diante dessas informações, é possível entender como é importante proporcionar aos colaboradores um ambiente de trabalho saudável e um clima organizacional agradável. Nas equipes, os gestores têm um papel muito importante: observar o comportamento dos funcionários. Mais do que estar atento aos resultados que o seu time entrega, é preciso olhar com atenção para cada um e identificar qualquer sinal de descontentamento ou insegurança.

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Por ACSP