Em junho, a produção industrial mostrou crescimento de 8,9%, em relação a maio, livre de efeitos sazonais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês de 2019, apesar da queda de 9,0% registrada (ver tabela abaixo), esta foi substancialmente inferior à observada na leitura anterior (-21,8%). Esse desempenho melhor do que o esperado decorreu da continuidade da flexibilização do isolamento social, além da existência de dois dias úteis adicionais. Contudo, em 12 meses houve intensificação no recuo, que alcançou a 5,6%, enquanto durante o primeiro semestre, a contração foi de 10,9%, refletindo, em ambos os casos, os efeitos negativos da pandemia sobre a atividade do setor.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 0,26%, abaixo das expectativas de mercado, interrompendo os resultados negativos (deflações) registrados nos dois meses anteriores. O acumulado em 12 meses acelerou para 2,13% (ver tabela abaixo), porém mantendo-se abaixo do limite inferior da meta perseguida pelo Banco Central (2,5%).
Em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços prestados mostrou recuo de 19,5% sobre o mesmo mês de 2019, abaixo das previsões do mercado (ver tabela abaixo), estabelecendo novo recorde negativo. No acumulado em 12 meses, também houve retração, que alcançou a 2,7%, intensificando o recuo observado na leitura anterior. O fato de ser o mais atingido pelo isolamento social, decretado para combater a pandemia, além da redução dos salários e do emprego, explicam essa intensificação da contração da atividade do setor.
Em maio, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) registrou queda de 7,1% sobre o mesmo mês de 2019, bem abaixo das expectativas de mercado (ver tabela abaixo). O varejo ampliado (que incorpora todos os segmentos) mostrou recuo maior, que alcançou a 14,9%. Em relação a abril, livre de efeitos sazonais, houve aumento no volume de vendas de ambos tipos de varejo (13,9% e 19,6%, respectivamente), porém, fortemente influenciado pela fraquíssima base de comparação de abril, considerado, até agora, o mês com o pior resultado. No acumulado em 12 meses, os resultados se diluem, mostrando estabilidade para o varejo restrito e leve queda de 1,0% para o ampliado, mas também já indicam tendência decrescente para o resto do ano.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio, a atividade industrial recuou 21,9%, no comparativo anual, abaixo do esperado (ver tabela abaixo). Na comparação com abril, livre de efeitos sazonais, o setor apresentou crescimento de 7%, em relação a abril, explicado fundamentalmente pela menor base de comparação e pela existência de dois dias úteis a menos. No acumulado de 12 meses, houve intensificação da contração, que alcançou a 5,4%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril, o volume prestado de serviços apresentou queda de 17,2%, em relação ao mesmo mês de 2019 (ver tabela abaixo), constituindo o pior resultado já registrado para essa base de comparação. O recuo foi tão intenso que inverteu o sinal da variação acumulada em 12 meses, que passou de crescimento de 0,7%, em março, para retração de 0,6%. A grande contração do setor se explica fundamentalmente pelo isolamento social, que durante abril se estendeu ao longo dos 30 dias, impedindo a prestação de ampla gama de serviços.