Em abril, o varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) registrou queda de 16,8%, sobre o mesmo mês de 2019 (ver tabela abaixo), de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O varejo ampliado (que incorpora todos os segmentos) mostrou recuo maior, que alcançou a 27,1%. São as quedas mais acentuadas já registradas pela PMC, embora inferiores às expectativas do mercado. Em 12 meses, os dados mensais se diluem, e, por isso, ainda se registram altas de 0,7% e 0,8%, respectivamente, ainda que menos intensas em relação à leitura anterior.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aprofundou a queda em maio, que alcançou a 0,38%, abaixo das expectativas de mercado, configurando o segundo mês consecutivo de deflação. Em 12 meses, houve forte desaceleração para 1,88% (ver tabela abaixo), levando o resultado anual mais abaixo ainda do limite inferior da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (2,5%).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril, a atividade industrial apresentou queda histórica de 27,2%, em relação ao mesmo mês de 2019, superando as expectativas de retração projetadas pelos analistas de mercado. No contraste com março, livre de efeitos sazonais, foi registrada a maior contração desde o começo da série (2002), que alcançou a 18,8%, enquanto, em 12 meses, a produção diminuiu em 2,9%.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,5% durante o primeiro trimestre do ano, em relação aos últimos três meses do ano passado, livre de efeitos sazonais. O resultado veio um pouco melhor do que esperava o mercado, porém reflete a intensidade dos efeitos negativos da pandemia do coronavírus e do isolamento social sobre a atividade econômica, que passou a ser aplicado a partir da segunda quinzena de março. Em relação ao mesmo trimestre de 2019, a contração foi menor, alcançando 0,3%, e interrompendo a lenta retomada do PIB (ver gráfico abaixo).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) mostrou contração de 1,2% sobre o mesmo mês de 2019 (ver tabela abaixo), menos intensa do que a esperada pelo mercado. No varejo ampliado (que inclui todos os segmentos) a queda chegou a 6,3%, a maior da série. Em relação à fevereiro, livre de influências sazonais, as retrações também foram bastante intensas (2,5% e 13,7%, respectivamente). Em 12 meses, contudo, os dados de março se diluem, e, por isso, ainda se observaram altas para ambos tipos de varejo (2,1% e 3,3%, respectivamente).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar o desempenho dos serviços em março, cujo volume transacionado apresentou recuo de 2,7%, sobre o mesmo mês de 2019. Vale destacar que, em relação a fevereiro, houve queda recorde de 6,9%. No acumulado de 12 meses, o crescimento se manteve estável em 0,7%, refletindo, porém, em quase sua totalidade o desempenho anterior ao período de isolamento social.